Deezer entrará na Alemanha com estratégia usada no Brasil e França

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Publicado 05/ago2 min de leitura

Por Steven Grattan


SÃO PAULO (Reuters) - A plataforma francesa de streaming de música Deezer iniciará sua operação na Alemanha nas próximas semanas, à medida que avança em seus planos de expansão com foco em parcerias locais, disse o presidente-executivo da companhia, Jeronimo Folgueira, em entrevista à Reuters na quinta-feira.


Folgueira, que se tornou presidente-executivo há um ano, disse que a empresa quer replicar estratégia usada no Brasil em outros países, mas por enquanto vai se concentrar apenas em algumas localidades. O Brasil é o segundo principal mercado da Deezer.


"Acho que no Brasil conseguimos replicar o modelo que fizemos com sucesso na França, que é entrar no mercado com grandes parceiros estratégicos - como TIM, Globo e Mercado Livre - que realmente nos ajudam a ganhar escala", disse ele.


A Alemanha é o próximo país da lista da empresa, com uma parceria local com o RTL Group. "Estamos lançando o Deezer dentro do aplicativo RTL+, e isso acontecerá nas próximas semanas. Isso nos dará uma entrada muito forte no mercado alemão", disse Folgueira.


Em julho, a Deezer - um dos primeiros unicórnios da França - realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO), que os analistas viram como um movimento ousado, dada a atual situação econômica global.


As ações da empresa caíram até 59% nos dias seguintes à estreia, antes de reduzir parcialmente as perdas.


"O fato de termos conseguido fazer o IPO e arrecadar 143 milhões de euros na situação atual... mostra a força do nosso negócio e indústria", disse Folgueira.


Fundada em 2007, apenas um ano após o rival Spotify, a Deezer cogitou entrar no mercado de ações por anos. A companhia adiou planos anteriores de um IPO em 2015 devido às condições de mercado.


Folgueira disse que, eventualmente, considerará a expansão para outros mercados, como Estados Unidos e Reino Unido, onde a empresa tem pouca presença.


"Para realmente crescermos, temos que encontrar uma maneira de entrar e quebrar esses mercados. Se conseguimos roubar participação de mercado e competir com Spotify, Apple, Amazon na França e no Brasil, não há razão para não possamos fazer isso em outro lugar do mundo."


A Deezer tinha 9,6 milhões de assinantes no final de 2021, ainda bem abaixo dos 180 milhões de assinantes premium do Spotify na época.


(Por Steven Grattan; reportagem adicional de Gabriel Araújo)

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