Mães Sangue Laranja: histórias de quem se dedica aos filhos e ao Inter

Redação Inset

Publicado 09/mai7 min de leitura

Resumo

Inset conversou com colaboradoras do Inter, que relataram as maravilhas de viver a maternidade em paralelo aos desafios profissionais

Célio Ribeiro - O Dia das Mães acabou de ser celebrado, mas a maternidade é um desafio diário para aquelas mulheres que escolhem passar por essa experiência. E no Brasil atual, onde a inflação e o desemprego estão em níveis, no mínimo, incômodos, a trajetória de uma mãe trabalhadora é pontuada por outras barreiras. Segundos dados de 2021 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), menos de 55% das mulheres com filhos com 3 anos ou menos estão empregadas. No caso das mulheres sem filhos, o percentual sobe para 67%

Para se ter uma ideia, quase 90% dos homens que são pais trabalhavam à época. Além de sofrerem para conquistar e manter o emprego, as mães ainda dedicam, em média, 21 horas semanais aos cuidados com a casa e os filhos, o dobro de tempo dos homens. A pesquisa também mostrou que 37% dos cargos de gerência no país são ocupados por mulheres, mães ou não.

Mas felizmente toda regra tem exceção e é justamente sobre isso que vamos falar aqui hoje. 

O Inset já conversou com mulheres que ocupam cargos de liderança no Inter, que alcançou 18 milhões de clientes em abril e se prepara para a listagem na Nasdaq. Mas hoje o papo é com as mamães Sangue Laranja, que dedicam seus dias aos filhos e ao trabalho. Algumas sempre sonharam com esse momento, outras decidiram de uma hora para a outra, mas todas viveram a experiência com muito amor

"Abriu minha cabeça" 

Priscila Salles já era "veterana" no Inter quando descobriu que estava grávida, na mesma época que completou 10 anos de casa. Mas até ser finalmente chamada de mãe, a diretora de Marketing, Vendas e Experiência do Cliente da instituição ponderou bastante. Inicialmente aversa à ideia de ter um filho, Priscila confessa que demorou a entender que a única coisa que a impedia de ser mãe era...ela mesma. 

"Eu brincava com meu marido que ficar grávida era um ônus. Aos 30, eu falei com minha coach que não estava preparada para ter filhos e que minha carreira me impedia a maternidade. Meses depois, conversando com meu marido, percebi que o problema estava em mim. Ao mesmo tempo em que eu focava na carreira, também queria fazer coisas inesperadas, como passar o fim de semana na piscina ou viajar para Ouro Preto de um dia para o outro, sem organização. Eu não estava preparada e culpava a minha carreira, a companhia." 

Bernardo nasceu no final de 2021 e causou uma grande mudança nas convicções de Priscila (Foto: Arquivo pessoal)

Citação
"Foi durante uma viagem que eu tive um estalo: precisa começar a pensar em ter filhos. Eu estava no momento certo para pensar naquele assunto. Parei de tomar remédio e só comuniquei ao meu marido: vamos ter filhos!"
Priscila Salles, diretora de Marketing, Vendas e Experiência do Cliente

Um ano depois, Priscila descobriu a gravidez. Ou melhor, foi premiada, como ela diz. Até poucas semanas antes do parto, ela continuava trabalhando, sempre por decisão própria. Mas, apesar do gosto pelo trabalho, ela decidiu que aqueles quatro meses de licença seriam só dela e do Bernardo, nascido no final de 2021. Por isso, ela resolveu "dar um block no Inter" (no bom sentido) e aproveitar o período para ficar 100% dedicada ao filho.  

O retorno ao trabalho foi gradual para evitar o rompimento do laço mãe-filho de um dia para o outro. O processo foi também aumentando o desejo pela volta ao Inter. Mesmo agora, com o trabalho e a vida de mãe equilibrados, Priscila segue muito presente na vida do Bernardo, deixando claro que não quer perder nenhum dos momentos importantes do início dessa nova vida. 

"Todo santo dia eu peço fotos dele. Se precisar, saio do trabalho e vou cuidar dele. Nunca deixei de estar com ele em nenhuma atividade. Seja hospital, vacina ou algo do tipo. Nos momentos de tristeza e alegria, sempre estou próxima. Gerar um ser humano é a melhor e mais incrível experiência do mundo. Por isso eu falo para todas as mulheres que eu conheço: "engravide mesmo, é maravilhoso". Sei que é uma decisão muito individual, mas eu recomendaria para todas. A gente cresce muito, vê o mundo com outros olhos." 

"Encontrei um lugar seguro" 

É assim que Mayara Eleutério, coordenadora de Product Marketing, define a relação entre a maternidade e o trabalho no Inter. O amor da mamãe, de 35 anos, pelo Léo, que tem pouco mais de um ano, "é tão grande que chega a doer", como ela mesmo nos conta. Mayara não nega que ser mãe dá trabalho, mas afirma que a experiência é transformadora e gera mudanças importantes e impactantes na mulher. 

"É preciso se reencontrar como profissional, como mulher e como ser humano mesmo, dentro desse novo contexto. Entender que sua disponibilidade para o resto do mundo e para você nunca mais será a mesma. E, às vezes, isso dói. Mas, aos poucos, vai ficando leve. Não menos desafiador, mas a gente vai amadurecendo e aprendendo muito com cada novo dia ao lado deles, construindo essa história." 

Medo de engravidar nunca esteve presente e amor da Mayara pelo Léo "chega a doer" (Foto: Arquivo pessoal)

O "local seguro" da Mayara e do Léo também foi palco de algumas surpresas. A colaboradora conta que foi prontamente acolhida pelo seu gestor à época. "Um homem sem filhos, empático e que acolheu as minhas necessidades", ela ressalta. Mayara, que ficou trabalhando de forma remota até o filho completar 6 meses, foi novamente surpreendida ao retornar da licença-maternidade: ela recebeu uma promoção, novos desafios e um novo entendimento do seu momento de vida e de carreira. 

"Queria falar que eu tinha muito medo de engravidar. Medo de ser desligada após 5 meses de ausência da empresa, medo de não dar conta de tudo após o Léo nascer, medo de me tornar uma profissional pior após a maternidade. Mas tudo ocorreu de forma totalmente contrária. Fui e sou até hoje acolhida em minhas novas necessidades. Além disso, me sinto uma profissional bem mais preparada, mais experiente e mais empática com as pessoas." 

"Equilíbrio e organização" 

Thaís Lemos é outra "workaholic" e deixa isso bem claro durante a conversa. E a organização na vida profissional também esteve presente na vida pessoal. "Quatro anos de namoro, me casei. Três anos de casamento, decidimos ter uma filha". Quando ficou grávida da Maria, o Inter começava a trajetória de crescimento em que se encontra atualmente, o que aumentava ainda mais a demanda da então Head de RH. Mas isso não a impediu de ser uma "mãe tradicional", como ela coloca. Nem de ser surpreendida. 

"Fizemos todos os eventos tradicionais, chá de fralda, chá de bebê, chá de tudo. Aos oito meses e meio de gravidez fui promovida à gerente executiva. Isso deixou claro a minha responsabilidade e a carreira de longa data que eu construía no Inter, e a Maria foi uma realização no meio disso tudo." 

Experiência da Thaís com o nascimento da Maria ajudou a guiar a colaboradora durante a gravidez de João (Foto: Arquivo pessoal)

Dividida entre o amor pela filha e a empolgação pelo trabalho, Thaís até tentou retornar às operações antes do fim da licença-maternidade, mas foi convencida pelo seu líder a cumprir o prazo todo. Ela voltou ao trabalho, reencontrou os colegas e um ano e meio depois veio a pandemia. Junto com ela, outro filho. Durante a gravidez, o resultado positivo para a Covid-19. Muita coisa acontecendo em pouco tempo, mas o gosto pelo trabalho sempre seguiu firme. 

"Fui adaptando a gravidez com o trabalho, dessa vez de uma forma mais tranquila, pois já havia passado por essa experiência. Nas duas vezes eu trabalhei quase até o dia do parto, mas sempre por vontade minha. Não precisei de muito suporte, mas o Inter sempre esteve disponível para mim. Decidi voltar ao presencial dois meses após o nascimento do João, por decisão minha. Queria estar aqui. Sou muito realizada e isso me faz querer estar presente".  

Hoje, Maria tem quase três anos, enquanto o João tem quase um ano e meio. Olhando para trás após tudo estar normalizado, Thaís afirma que o segredo é ter equilíbrio e organização, fazendo o que ama, tendo carinho e qualidade tanto em casa quanto no trabalho.  

"Apesar de todo o perrengue, a recompensa é olhar a carinha deles, educar seres humanos melhores para um mundo melhor."


Citação
"Quando eu estou bem, meus filhos estão bem. Sempre saio de casa muito empolgada com o trabalho, acho que é por isso que eles nunca choraram. Eles vêm a relação positiva entre mim e o Inter."
Thaís Lemos, superintendente de Pessoas


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