Inter: Do IPO à migração para Nasdaq

Alexandre Diniz

Publicado 23/jun5 min de leitura

Resumo

Por trás da migração para os Estados Unidos existe uma trajetória sólida de conquistas e planos bem definidos. O Inset te mostra quais

Grandes conquistas nunca acontecem da noite para o dia. Muita gente até se surpreende com os resultados de alguma jornada de sucesso, mas por trás de cada um deles, quase sempre existe uma trajetória longa, com um passo a passo consistente, acertos de rota, inovação e muita vontade de fazer diferente. A migração de 100% das ações do Inter para Nasdaq, a bolsa de valores norte-americana, é um exemplo perfeito disso.

O aval dado pelos acionistas em uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) no dia 12 de maio foi a confirmação definitiva de um movimento de internacionalização ambicioso e muito bem planejado por parte da companhia. A partir de agora, o Inter vai operar em um mercado de capitais com liquidez altíssima, que possibilitará a ele a atração de mais investimentos e a consolidação como uma empresa global de tecnologia.

Mas como você leu, nada é por acaso. Ano após ano, cliente após cliente conquistado, a empresa foi tomando corpo, criando e ampliando avenidas de negócios e chegando mais perto de finalmente ampliar dessa forma tão pioneira as fronteiras para além do Brasil. De acordo com o CEO do Inter, João Vitor Menin, a migração para a bolsa de valores americana foi apenas o primeiro passo para a consolidação do posicionamento da empresa.

“A migração das nossas ações para a Nasdaq vai fortalecer nosso posicionamento como uma empresa de tecnologia global, além de nos dar acesso ao mercado de capitais mais maduro do mundo e abrir fontes de receitas à medida que a empresa continua seu sólido ritmo de crescimento”, pontuou Menin.

E em meio a todo esse processo, você conhece o caminho do Inter até Nova York? O Inset te mostra.

O caminho até Nasdaq

Uma linha do tempo repleta de números que chamam a atenção. Até embarcar para Nasdaq, o Inter deu passos que serviram de base para essa migração. Confira.

2015

Lançamento da Conta Digital, um marco na história do então Banco Intermedium e responsável pela entrada da empresa no varejo bancário. Uma mudança na estratégia que sedimentaria os passos por vir. Esse foi o primeiro banco 100% digital do país e o único a oferecer uma conta corrente digital totalmente isenta de tarifas e integrada a uma plataforma completa de serviços financeiros.

2016

Início das operações de câmbio e incremento da Conta Digital com o lançamento do aplicativo e a oferta de um cartão múltiplo da bandeira Mastercard. O Inter encerra o ano com 80 mil clientes digitais, um crescimento de 599% em relação ao ano anterior.

2017

Reposicionamento de marca, mudando o nome para Banco Inter. O novo nome refletia a evolução do negócio e do mercado de atuação. Mais simples, curto e moderno. A companhia encerra o ano com um número de correntistas digitais que ultrapassava 370 mil, número 4,6 vezes maior que o do ano anterior.

2018

O Inter se torna o primeiro banco da América Latina a operar em nuvem. Ainda no segundo trimestre do ano, se tornou o primeiro banco digital a realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) na B3 – Bolsa, Brasil, Balcão. À época, o banco captou R$ 722 milhões e encerrou o ano com um número de correntistas digitais que ultrapassou 1,4 milhão.

2019

Em julho, realiza uma oferta subsequente de ações (follow-on), e capta mais de R$ 1,2 bilhão, trazendo um importante investidor estratégico: o SoftBank. Finaliza o terceiro trimestre do ano com mais de 3,3 milhões de correntistas em 99% do território nacional. Além disso, implementa uma grande evolução no App, que passa a oferecer um one-stop shop em um marketplace completo de produtos e serviços financeiros e não-financeiros.

Encerra o ano com mais de 4 milhões de correntistas e uma plataforma com altos índices de recorrência e clientes ativos.

2020

Mais um ano chave. No primeiro semestre, faz a aquisição da DLM Invista, que se torna a Inter Asset. Em julho, firma parcerias com grandes varejistas nacionais e realiza o primeiro Inter Day, alcançando R$ 30 milhões em GMV em 24h de campanha.

Em setembro, realiza a segunda oferta subsequente de ações (follow-on), captando R$ 1,2 bilhão. Com esse montante, entra em uma nova fase de crescimento com um vasto pipeline de novos produtos e potenciais de M&A’s. Além disso, o Inter lança vários produtos no 4º trimestre, como o Inter Travel e o CDB + limite. Por fim, em dezembro atinge a marca de 8,5 milhões de clientes.

2021

A internacionalização toma corpo. Em uma nova oferta subsequente de ações (follow-on), o Inter capta mais R$5,5 bilhões. Além disso, adquire a fintech americana Usend, chegamos aos EUA e Europa com o Inter Shop e encerra o ano com 16,3 milhões de clientes.

2022 e contando...

O Inter fechou o primeiro trimestre deste ano com um crescimento de 130% nas receitas totais, atingindo a marca de R$ 1,2 bilhão. O balanço apontou lucro líquido de R$ 27 milhões no período, 32% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. Já a carteira de crédito ampliada fechou em R$ 19,8 bilhões, 81% acima do verificado no 1T21.

Os clientes no Brasil já contam com uma Global Account, que teve picos de 3 mil novas aberturas por dia durante o primeiro trimestre de 2022. Outra funcionalidade já disponível para os brasileiros é uma plataforma global de investimentos, que permite compra e venda de ações nas bolsas norte-americanas NYSE e Nasdaq. Recentemente, o Inter anunciou que chegou à marca de 20 milhões de correntistas.

Com a aprovação da migração das ações para Nasdaq, a companhia verá ao final de junho a conclusão da Reorganização Societária - Inter&Co –, início de negociação dos BDRs na B3 e pagamento do cash out, para, a partir de 23 de junho, começarem as negociações das ações Class A em Nasdaq.

Um passo a passo consistente

De acordo com o vice-presidente de Tecnologia, Operações e Finanças, Alexandre Riccio, cada etapa da trajetória da empresa foi fundamental para desaguar no Inter operando na Nasdaq.

“O primeiro IPO, por exemplo, nos colocou em uma posição de poder crescer e ter expressão lá em 2018. Em 2019, por sua vez, tivemos nosso primeiro follow-on, outro grande marco que levantou mais do que o dobro de capital do IPO. Em 2020, novo follow-on importante para reforçar a base de capital. No ano passado, um terceiro follow-on que levantou valores próximos a U$ 1 bilhão e nos deixou bem-posicionados para qualquer instabilidade econômica global”, analisa.

O CEO da companhia, João Vitor Menin, durante a apresentação de resultados do Inter no primeiro semestre de 2022, ressaltou o entusiasmo com o bom momento já pensando para os próximos passos: “Estou muito animado com o futuro e o melhor ainda está por vir”, finalizou.

Quer saber tudo sobre a migração do Inter para Nasdaq? Acesso aqui!

Alexandre Diniz

Repórter


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