Diversificar nos meios de pagamento: isso transforma o seu negócio

Alexandre Diniz

Publicado 20/mai5 min de leitura

Resumo

Quanto mais opções para o cliente na hora da compra, mais perto o lojista está de captá-lo e cativá-lo. O Inset te mostra por quê

“Quero vender mais!”. Se essa é uma frase que faz parte do seu imaginário e dos seus desejos diários, esqueça de uma vez por todas aquela velha história de “é no dinheiro ou no cartão?”. Se você tem um negócio e trabalha com vendas, essa pergunta não é mais suficiente. O caminho do sucesso hoje passa pela diversificação. Isso mesmo. Diversificar (de verdade) os meios de pagamentos e oferecer uma experiência mais agradável e completa para o cliente se tornou fator fundamental para prosperar nesse setor.

De acordo com a analista de marketing de produtos do Inter, Jéssica Sampaio, o comportamento do consumidor atual é um tanto quanto diferente do que foi por décadas. Segundo ela, a busca por comodidade e flexibilidade no momento da compra é o que vai, muitas vezes, definir a escolha por um estabelecimento ou outro, um produto ou outro. Por isso, ter variedade nas formas de pagamento é decisivo, sobretudo para as lojas virtuais, que não têm limite geográfico para a concorrência.

“É importante que o lojista possua diferentes meios de pagamento exatamente para oferecer a melhor opção para o cliente. Imagina perder uma venda porque você não aceita crédito e seu cliente não tem saldo suficiente na conta para efetuar um Pix? Ou ainda, perder uma oportunidade desse cliente levar mais produtos por que você não consegue parcelar? É preciso dar opções para que o cliente escolha a melhor forma de pagar naquela circunstância. Isso garante o sucesso das vendas”, afirma Jéssica.

Mas por que isso é tão importante? Quais os meios de pagamentos são tendência hoje? Quais as melhores datas ao longo do ano para aproveitar esses meios e alavancar as vendas? O Inset te explica essas e outra respostas.

Os números

Antes de se entender mais sobre meios de pagamento, um pouco de contexto nunca é demais. Segundo pesquisa realizada ainda no início do segundo semestre de 2021 pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae, os meios de pagamentos digitais ganharam bastante força durante a pandemia da Covid-19. As modalidades de pagamento mais utilizadas pelos brasileiros foram: dinheiro (71%), PIX (70%), cartão de débito (66%) e cartão de crédito (57%).

Vale lembrar que de lá para cá, o Pix tomou ainda mais força e já é o meio de pagamento preferido pelos brasileiros. Embora ainda não seja o mais usado (pelo menos ainda), a praticidade e mais segurança oferecidas pela tecnologia caíram de vez no gosto do consumidor nacional.

Ainda de acordo com o documento, 67% dos entrevistados relataram mudanças nas formas de pagamento em decorrência da pandemia, sendo que 45% passaram a fazer mais pagamentos de forma online (incluindo transferências e Pix), 23% passaram a utilizar mais o cartão de crédito e 21% passaram a utilizar o cartão de débito. Para quem já usava carteiras digitais e aproximação, rapidez e a praticidade foram os principais motivos citados para a escolha, com 53% das respostas. A comodidade de não precisar digitar a senha também pesou, mencionada por 39%, e 18% mencionaram o costume de usar o QR Code para pagamentos.

Atenção, lojista: você deve diversificar os meios de pagamento no negócio

Muitos números, mas e aí? Onde você, lojista, entra nisso tudo? Segundo o gerente executivo de Sales e Engagement do Inter, Olímpio Couto, as vantagens de se adotar variados meios de pagamento em um negócio trazem benefícios em mais de uma frente. Como assim? Olímpio conta que essa estratégia é positiva tanto para o lojista quanto para o consumidor.

“Diversificar possibilita economizar, aumentar a capacidade de captação de clientes, garantir operações mais seguras com o advento da tecnologia, dentre outras vantagens”, comenta Olímpio.

O executivo elencou algumas vantagens para os dois grupos:

- Vantagens para o lojista: Economia com taxas de transação e diversificação de capturas, mitigando cada vez mais a circulação de moeda em espécie dentro do negócio.

- Vantagens para o consumidor: Comodidade de pagar de acordo com a sua opção de wallet principal e acesso a ótimos descontos ou programas de bonificação ofertados por cada meio de pagamento.


Citação
Diversificar possibilita economizar, aumentar a capacidade de captação de clientes, garantir operações mais seguras com o advento da tecnologia, dentre outras vantagens."
Olímpio Couto, gerente executivo de Sales e Engagement do Inter

E quais os principais meios de pagamento hoje?

Olímpio ajuda a equipe do Inset a listar os quatro principais meios de pagamento hoje e algumas vantagens de cada um. Confira.

- Dinheiro: Gera economia com taxas de transação (observando o risco e o custo de numerário) e liquidez, pois recebe o dinheiro no ato da venda.

- Cartões (crédito e débito): Liquidez garantida da venda e possibilidade de ofertar planos de parcelamento ao consumidor. Outra vantagem é a segurança, já que a empresa e/ou lojista evitam acumular muito dinheiro em caixa.

- Carteiras digitais: Diversificação tecnológica, bonificação por transações e oportunidade para divulgação do ponto de venda em canais digitais. Segurança e privacidade são outras grandes vantagens aqui.

- Aproximação: Pagamentos por aproximação seja com um smartphone o próprio cartão de débito/crédito ou um dispositivo como pulseira e relógio inteligente traz agilidade e praticidade na transação. Não é necessário mexer com dinheiro em espécie nem digitar senha dependendo do valor. Se tempo é dinheiro, economizar no primeiro é ganhar no segundo.

Pix: um fenômeno de uso que o comércio precisa usar ainda mais

As três letrinhas que vem transformando as relações financeiras no Brasil. O Pix é um fenômeno de adesão para pessoa física no país. No entanto, muita gente no comércio ainda prefere não adotar a ferramenta, embora essa realidade venha mudando. Mas por que isso acontece? Segundo Olímpio Couto, o receito do novo ainda existe, sobretudo para gerações mais antigas. Nesse contexto, as instituições financeiras podem exercer um papel importante de incentivo na mudança de realidade.

“Acredito que cabe um investimento maior a ser feito pelas instituições financeiras no fomento da ativação das chaves de seus merchants correntistas, adicionando algum enxoval de PDV. Importante também disponibilizar a mídia impressa para que este merchant tenha incentivo de ofertar o Pix diretamente no balcão”, diz o executivo.

A analista Jéssica Sampaio complementa: “O Pix é extremamente popular entre as pessoas físicas. Por isso, a tendência natural é que o ele se estabeleça também como forma oficial de pagamentos para lojistas”.

E por falar em meios digitais...

Os meios digitais, como link de pagamento e o próprio Pix tomaram bastante corpo e espaço nos últimos tempos. E quem não se adaptar e começar a usá-los no negócio, pode ficar de fora da festa. De acordo com o especialista, a pandemia foi o grande motivador desse movimento.

"Com a chegada da pandemia, a indústria de meios de pagamento se viu obrigada a evoluir para que as relações de consumo e pagamentos continuasse de forma segura, todavia à distância. Acredito que o sucesso destas opções de pagamento foi impulsionado pela necessidade e oportunidade que o mercado teve de se adaptar com a nova forma de convívio. Link de pagamentos, por exemplo, podem acelerar o processo de uma venda que acontece on-line e o consumidor retira o produto na loja. Outro ponto que também foi repensado pela pandemia e veio para é o não contato com hardwares (maquininhas) ao digitar senhas, evitando qualquer tipo de contágio”, afirma Olímpio.

As melhores datas para ações promocionais

Datas comemorativas
Datas comemorativas podem ser grandes oportunidades para alavancar as vendas ainda neste ano

“A melhor forma de se alavancar as vendas nessas datas comemorativas é analisar criteriosamente qual melhor canal de comunicação a se usar para apresentar o produto ou serviço com preço promocional ao cliente. A partir desta definição de onde será a prateleira de oferta, mais fácil optar pelo melhor meio de captura para realizar a venda”, finaliza Olímpio.


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