Djokovic é sócio de empresa que busca remédio contra a Covid-19

Letícia Almeida

Publicado 20/jan4 min de leitura

Resumo

Número 1 do mundo, tenista veio à tona nos noticiários depois de ser deportado da Austrália por não estar vacinado contra a doença

Nos últimos dias, a estrela do tênis Novak Djokovic estampou manchetes de diversos noticiários do mundo após ter sido deportado da Austrália por não ter se vacinado contra a Covid-19. O governo australiano considerou o atleta uma ameaça à saúde pública pela falta de imunização. Nesta quarta-feira (19), o nome do sérvio voltou ao debate, mais uma vez pela relação com a pandemia: ele é sócio majoritário de uma empresa dinamarquesa de biotecnologia que pretende criar um remédio para tratar a Covid-19.

Djokovic e sua esposa adquiriram juntos 80% de participação na QuantBioRes em junho de 2020, ainda na fase inicial da pandemia. A informação foi confirmada pelo diretor da empresa, Ivan Loncarevic, em entrevista à Reuters. O valor do investimento feito pelo atleta não foi revelado. De acordo com o The Guardian, o CEO da empresa afirmou, ainda, que o astro não é anti-vacina.

A empresa dinamarquesa em que Djokovic é sócio está trabalhando um peptídeo que inibe o coronavírus de infectar a célula humana, e espera lançar testes clínicos na Grã-Bretanha ainda neste ano, segundo Loncarevic. A proposta é desenvolver um tratamento, não uma vacina. O trabalho está sendo conduzido por 11 pesquisadores, que atuam também em outros países, como Reino Unido, Eslovênia e Austrália.

Alguns outros remédios contra a Covid-19 também estão sendo desenvolvidos, como é o caso do Paxlovid, da Pfizer. O medicamento é um comprimido que impede que o vírus se replique, e testes realizados pela farmacêutica demonstraram que a pílula diminui em 89% as chances de hospitalização ou morte em adultos com risco de desenvolver a doença de forma grave. A previsão é que sejam fabricados 50 milhões de tratamentos até o final deste ano, sendo 21 milhões só no primeiro semestre. 

Entenda a polêmica de Djokovic

O tenista, que é o número 1 do mundo no ranking da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), teve seu visto para entrada na Austrália cancelado nos últimos dias depois de não apresentar a imunização contra a Covid-19. Sem a vacina, Djokovic não cumpria os requisitos para ficar no país e disputar o Australian Open, ficando impedido também de concorrer ao 21º título do Grand Slam, torneio que reúne os quatro campeonatos mais importantes de tênis do mundo.

O atleta também violou diretrizes de isolamento e prestou falsas declarações em seu formulário de viagem, documento obrigatório para entrada na Austrália. O governo australiano exigiu a deportação do astro por considerá-lo um risco à saúde pública, visto que a sua postura poderia inflar um sentimento de negacionismo na população do país e prejudicar o avanço da vacinação.

Djokovic entrou na Justiça para tentar anular a ordem do governo, mas a causa foi perdida. No último domingo (16/01), ele voou para fora da Austrália e perdeu as chances de disputar o campeonato.

Nas redes sociais, ele divulgou uma publicação atribuindo o erro no preenchimento do formulário a um funcionário de sua equipe. No ofício, ele alegava que não havia viajado 14 dias antes da viagem para a Austrália. “Meu agente pede sinceras desculpas pelo erro administrativo em marcar a opção incorreta sobre minha viagem antes de chegar à Austrália”, disse em nota.

Por fim, ele declarou que não comentará mais o assunto e que “quer ter a oportunidade de competir contra os melhores jogadores do mundo e atuar diante de uma das melhores torcidas do mundo”.

Letícia Almeida

Repórter


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