Dark stores: o que são e como funcionam

Lucas Eduardo Soares

Publicado 21/jun3 min de leitura

Resumo

Modelo está sendo cada vez mais difundido no Brasil e ajuda a proporcionar compras entregues com poucas horas

Imagine que você faça uma compra na internet. Em poucas horas, ou até minutos, da confirmação do pedido, seu interfone toca e, como mágica, seu produto já está em suas mãos. Provavelmente, o item que você solicitou já estava guardado próximo a você – o que facilita todo o processo tanto para quem compra, mas muito mais para quem vende. Um dos modelos cada vez mais comuns nessa lógica é o das dark stores. Mas o que são?

Basicamente, dark stores, que na tradução para o português significa “lojas escuras”, nada mais são do que pequenos espaços usados para armazenamento de produtos. Bem localizados, eles ficam em regiões onde há alta concentração de pessoas e pedidos on-line – geralmente nos centros urbanos – e com um estoque que leva em conta os itens mais vendidos naquela região.

Para os consumidores, essa lógica é interessante, já que em muitos sites, marketplaces ou até mesmo em lojas físicas, quando a compra é feita on-line, o tempo para a entrega da mercadoria pode demorar pelo menos mais de 1 dia. Em alguns casos, muitos dias, aterrorizando aqueles mais ansiosos que ficam esperando no portão o entregador.

Para as empresas é até lucrativo. Afinal, nesse tipo de local, diversos empreendimentos têm lugar para atuação. Sejam eles próprios, terceiros, marketplaces, vendas pelo WhatsApp e até televendas. É que para a lógica omnichannel, ou seja, um raciocínio em que o consumidor pode comprar de diversas formas e se sentir confortável com aquele método, a compra no varejo físico deve ser um desejo. Não uma necessidade.

Dark stores podem ajudar nesse processo, explica Jorge Catani, diretor de logística da Infracommerce, companhia que oferece soluções que simplificam as operações digitais de empresas B2C ou B2B. De acordo com ele, esses ambientes são importantes por estarem bem localizados e posicionados em pontos estratégicos.

“Dado o posicionamento correto desses espaços, além de otimizar o estoque na dark store, temos ganhos significativos de custo de frete e prazo de entrega mais rápidos (em horas ou, até mesmo, em minutos). Como a estrutura é dimensionada para esse modelo de negócio, conseguimos ser bastante competitivo”, diz Jorge. A estimativa é que atualmente existam mais de 5 mil lojas físicas atreladas a esse modelo.

Catani lembra que a Infracommerce tem, pelo Brasil, 18 dark stores, atendendo a mais de 500 clientes da companhia. Inclusive, diz ele, o modelo ainda é fator importante de cuidado ao meio ambiente. “Além de utilizarmos embalagens sustentáveis no processamento de nossos pedidos para os nossos clientes, também podemos contribuir com a entrega sem emissão de carbono, utilizando transportes sustentáveis, tais como patinete elétrico, bicicletas, veículos elétricos, que poluem menos ou zero”, afirma Catani.

Lucas Eduardo Soares

Repórter


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