Venda de medicamentos para dormir aumenta 15% em 2021, aponta pesquisa

Redação Inset

Publicado 29/dez5 min de leitura

Resumo

Levantamento do Farmácias APP, especializado no comércio de remédios online, mostra que estados do Sudeste e Sul lideram ranking de vendas dos chamados “hipnóticos sedativos”; preocupações por causa da pandemia da Covid-19 podem ter alavancado vendas

A venda de medicamentos para ajudar no sono cresceu 15% em 2021, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Farmácias APP, serviço de comercialização de remédios e produtos de beleza online. A alta no volume de vendas foi registrada entre janeiro e outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Segundo os dados do levantamento, as vendas dos chamados “hipnóticos sedativos” foram maiores nos meses de julho, março, junho e agosto, quando foram responsáveis por 10% a 12% do faturamento dos estabelecimentos do setor. Entre julho e setembro, por exemplo, o faturamento na comercialização destes produtos cresceu 9%, ante 5% de alta no mesmo período de 2020. 

Entre os hipnóticos sedativos mais indicados pelos médicos, aparecem a amitriptilina, o clonazepam e o zolpidem. Este último, inclusive, teve alta de quase 600% no volume de vendas no Brasil entre 2011 e 2018, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O “sucesso” é tanto que o zolpidem chegou a se tornar um dos princípios ativos mais buscados na internet durante a pandemia e fechou 2020 como o medicamento controlado mais vendido na cidade de Curitiba, por exemplo. Vale ressaltar que esses medicamentos só podem ser vendidos mediante apresentação de receita médica.  

Para Renata Morais, representante do Farmácias APP, o aumento na venda dos hipnóticos sedativos pode ter relação com as preocupações suscitadas com o avanço da pandemia da Covid-19. Ela ressalta que, apesar destas substâncias resolverem um problema, podem acabar causando outros ainda maiores, principalmente nos casos de automedicação. 

“É notável que a pandemia do novo coronavírus teve efeitos nocivos na saúde dos brasileiros, inclusive, na saúde do sono. O repouso é um elemento muito importante e auxilia na redução do estresse, prevenção de doenças e, claro, melhora a qualidade de vida. No entanto, o uso indevido de medicamentos para corrigir a disfunção durante o sono, como a insônia, pode agravar o problema e afetar ainda mais a saúde do indivíduo. Por isso, é importante consultar um médico e passar por acompanhamento durante o tratamento.” 

Vendas por região 

O Sudeste representa 47,7% do volume nacional de vendas dos remédios para dormir, seguido do Sul, com 19,3%, e Nordeste, com 17,3%. Quase 25% de todo o faturamento da categoria vem de São Paulo. Na sequência, aparecem os estados de Minas Gerais (11,9%), Rio de Janeiro (9,2%), Paraná (7,7%) e Rio Grande do Sul (6,3%).  

Além de representarem boa parte do faturamento das farmácias do Sudeste, os hipnóticos sedativos também são um grande peso no bolso dos consumidores locais, já que, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a inflação sobre os medicamentos é a terceira que mais impacta na vida dos moradores do Sudeste, ficando atrás apenas de alimentos e combustíveis. 


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