Entenda o que é cefaleia e como tratar

Estadão Conteúdo

Publicado 01/jan3 min de leitura

Resumo

Saiba quando a dor de cabeça pode ser indício de outras doenças

A cefaleia é um dos principais incômodos que levam as pessoas aos consultórios médicos, mesmo considerando que a maioria não procura tais recursos. De acordo com a SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor), mais de 90% da população mundial teve ou terá pelo menos uma dor de cabeça na vida e 50% têm essa dor regularmente.

Diferença entre cefaleia e enxaqueca

Cefaleia é um termo geral utilizado para falar de todos os tipos de dor de cabeça e, segundo classificação da Sociedade Internacional de Cefaleia, existem mais de 150 tipos diferentes. A enxaqueca, por exemplo, é um deles. Entretanto, por ser mais incidente, muitas pessoas acabam confundindo enxaqueca com cefaleia.

Para esclarecer a diferença entre os dois termos, o neurologista José Oswaldo de Oliveira Júnior, vice-presidente da SBED, explica que a cefaleia é a dor de cabeça em geral e a enxaqueca é uma variedade específica, com características próprias.

Dores primárias e secundárias

As dores de cabeça costumam ser divididas em grupos, sendo mais comum separá-las em primárias e secundárias. “Dois tipos de enxaquecas primárias são responsáveis por grande parte das queixas em consultórios: a enxaqueca e a cefaleia tipo tensão. Elas representam a maioria esmagadora das dores de cabeça primárias, cerca de 80%”, afirma o vice-presidente da SBED.

Já a cefaleia secundária, segundo o neurologista, faz parte de um grupo de sintomas e é decorrente de outras doenças, como hipertensão, infecção, tumor, entre outras.

Quando procurar um médico

Muita gente convive com dores de cabeça por muito tempo, e não busca ajuda pensando que elas são normais. Entretanto, existem casos em que as dores podem estar relacionadas a outras doenças e, quanto antes a causa for descoberta, melhor será o tratamento.

Segundo Oliveira Júnior, existem sinais que sugerem as ocasiões em que você deve procurar um médico. “Quando ela é uma dor de cabeça diferente, que você nunca sentiu antes, ou quando vem acompanhada de algum sintoma que você nunca teve antes como uma fraqueza nas pernas e braços”, explica.

Ainda de acordo com o médico, também é preciso procurar ajuda profissional quando a dor de cabeça demora mais do que o normal para passar, quando a pessoa começa a emagrecer muito, concomitante às dores de cabeça, quando a cefaleia vem acompanhada de náusea e vômito, sem que isso tenha acontecido outras vezes e sempre que a dor persiste além da medicação.

Cuidado com a automedicação

O neurologista reforça que, independentemente do caso e do tipo de dor de cabeça, ninguém deve tomar medicação sem receita médica, pois alguns casos de cefaleia diária são causados pelo uso de medicamentos e analgésicos em excesso, além de muitas outras complicações que podem ser decorrentes dessa prática.

Estadão Conteúdo

Agências


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