Crianças e adolescentes brasileiros são os que mais usam celular, aponta pesquisa

Letícia Almeida

Publicado 16/mai2 min de leitura

Resumo

Estudo mostrou que assistir a vídeos é a atividade que as crianças mais fazem on-line, seguida por navegar na internet e ouvir música

Brasileiros de todas as idades estão cada vez mais conectados, mas um estudo recente pela McAfee Corp., empresa global de proteção on-line, revelou um dado que chama atenção: crianças e adolescentes brasileiros são as que mais usam o celular no mundo, ultrapassando países como Estados Unidos. O levantamento entrevistou mais de 15 mil pais e mais de 12 mil filhos em dez países para entender como as famílias se conectam e se protegem no ambiente on-line.

De acordo com a pesquisa, 96% das crianças e adolescentes do Brasil utilizam dispositivos móveis, e é entre os 15 e 16 anos que o uso dos celulares aumenta significativamente, aproximando-se do ritmo da idade adulta. Em relação aos demais países, os Estados Unidos tiveram a maior taxa de cyberbullying (28%), enquanto a Índia foi o que apresentou os maiores riscos on-line para essa faixa da população.

Em contrapartida, o Reino Unido é o que menos se preocupa com a segurança on-line, com apenas 44% dos pais atentos com o tempo que os filhos passam conectados – 13% abaixo da média mundial. A Alemanha se destacou como o que tem pais menos preocupados com o cyberbullying – 19% abaixo da média mundial, enquanto o México despontou como o país em que as crianças mais passam tempo jogando (61%).

O estudo mostrou, ainda, que 73% das crianças procuram primeiramente os pais para ter ajuda com segurança na internet, no entanto, nem sempre os pais estão protegendo efetivamente os filhos. Isso porque, enquanto 56% disseram que colocam senha ou código de acesso nos celulares, apenas 42% disseram que fazem o mesmo com o smartphone das crianças e adolescentes.

O comportamento em relação à segurança muda significativamente em relação a meninos e meninas. Meninas de 10 a 14 anos são mais propensas do que meninos da mesma idade a ter controles parentais nos dispositivos em quase todos os países pesquisados. No entanto, o estudo mostrou que são os meninos os mais propensos a esconder suas atividades dos pais.

Um total de 23% dos pais aponta que checam o histórico de navegação e e-mail nos computadores de suas filhas de 10 a 14 anos, enquanto apenas 16% fazem o mesmo com os meninos. A disparidade aparece novamente quando o assunto é restringir acesso a determinados sites: 22% dos pais impõem bloqueios para as meninas, mas apenas 16% para meninos. 

“Queremos que os pais saibam que existem ferramentas e recursos disponíveis para promover atividades on-line seguras e saudáveis ​​para suas famílias, ao mesmo tempo em que estão cientes dos hábitos que podem aumentar o risco de casos como cyberbullying ou ciberataques”, aponta o vice-presidente executivo da McAfee, Gagan Singh. 

Entre as atitudes elencadas pelo executivo, conversar com as crianças sobre comportamentos on-line perigosos, como limpar o histórico de bate-papo ou visitar sites inseguros e explicar sobre o que são os roubos virtuais são medidas simples que podem ajudar a manter as famílias mais seguras.

Assistir a vídeos é a principal atividade de crianças na internet

Em relação ao que as crianças e adolescentes fazem na internet, a pesquisa buscou entender o que as pais mais acham que é e o que de fato é feito. Na percepção de pais e filhos, o que mais se destaca é assistir a vídeos curtos – 66% dos pais e 67% das crianças apontaram essa atividade. Em segundo lugar aparece navegar na internet – 64% dos pais e 66% das crianças –, e, por último, passar o tempo em streamings de música – 53% dos pais pensam e 55% das crianças afirmam que fazem isso.

Letícia Almeida

Repórter


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