Canais de TV são preferência de brasileiros que assistem vídeos em casa

Lucas Eduardo Soares

Publicado 20/mai3 min de leitura

Resumo

Pesquisa mostra que o tempo médio diário gasto em frente à telinha é de 5h37

Enquanto há cada vez mais possibilidades de absorver conteúdos em qualquer horário e em qualquer local, os brasileiros que assistem vídeos em casa têm uma preferência ainda convencional. Um estudo da Kantar Ibope Media mostrou que 79% do tempo de consumo de produções visuais vem das emissoras de TV linear, ou seja, dos canais de TV aberta ou fechada. O streaming, que tem ganhado novas plataformas com o passar dos anos, é responsável por 21% dessa fatia.

Os dados são do painel 2.0, tecnologia de medição de audiência que une dados do Focal Meter (FM) instalado no roteador dos domicílios medindo o tráfego de internet e do peoplemeter DIB 6, sistema que identifica a audiência de canais de TV. Ao combinar as plataformas, a Kantar entrega o perfil mais completo dos espectadores de vídeo no Brasil.

São esses números que mostram a forte presença das emissoras de TV entre os brasileiros. De acordo com a pesquisa, em 2021, 205.876.165 pessoas assistiram aos canais de TV aberta e PayTV – os canais pagos. O tempo médio diário gasto em frente ao equipamento foi de 5h37 aqui no Brasil, abaixo de outros países como Argentina, Panamá e Chile, e acima de México e Colômbia.

A programação agrada a audiência, que aproveita para descansar e ficar atenta ao que acontece no mundo. As estatísticas evidenciam que 72% do público da televisão afirma que gostam de relaxar assistindo à TV, enquanto 59% dizem que confiam no meio para se manter informado.

Nesse cenário, o jornalismo se destaca. Afinal, 25% de tempo o tempo assistindo a programas de televisão linear é dedicado ao gênero, sendo que 9% da programação é composta por programas jornalísticos. Sendo assim, o índice de intensidade de consumo é de 276, quando qualquer número acima de 100 é considerado positivo.

No país que sabe fazer novela, 18% do tempo destinado para assistir programas de televisão é voltado às narrativas, o que equivale a 1% da programação de toda a TV. Se qualquer índice de intensidade acima de 100 é considerado positivo, quando o assunto são os folhetins brasileiros ele vale 1.510.

Em seguida vêm futebol e esportes, com 11% de audiência, e programas de auditório, com 9%. Os realities show têm índice de intensidade de consumo em 366.

Diferentes jornadas

O levantamento mostra o consumo de vídeo do brasileiro ao longo do dia, levando em conta a TV e as plataformas digitais. Quando o assunto é televisão, a faixa horária com maior destaque é da noite, após o expediente, com oscilação positiva também na hora do almoço. Já se falando de streaming, uma linha sem grandes eventos é observada ao longo do dia.

Em relação ao perfil de quem assiste vídeo on-line, a faixa etária predominante é a de pessoas com idades entre 35 a 49 anos (26%), seguida por aqueles que têm entre 25 e 34 anos (18%) e pelos pequenos entre 4 e 11 anos (14%). As classes socioeconômicas mais comuns são a C (48%) e a AB (40%). Inclusive, os principais motivos para assinar um serviço de vídeo por streaming foram avaliados.

  • 47% o preço do fornecedor;
  • 47% o amplo catálogo de novos filmes e séries;
  • 30% o site ou o aplicativo funcionar bem em todos os dispositivos de acesso;
  • 25% o amplo catálogo de filmes e séries antigas;
  • 22% a facilidade de navegar e encontrar programas que gosta no site ou no app.

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