Yellen diz que Biden quer Rússia fora do G20 e que pode boicotar reuniões

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Publicado 06/abr3 min de leitura

Por David Lawder e Dan Burns


(Reuters) - A secretária do Tesouro norte-americano, Janet Yellen, disse nesta quarta-feira que o presidente Joe Biden quer que a Rússia seja expulsa do fórum do Grupo dos 20 de grandes economias e que os Estados Unidos não participarão de "várias reuniões do G20", se autoridades russas comparecerem.


Seus comentários a uma audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA levantaram questionamentos sobre o futuro do G20, que tem sido o principal fórum econômico e político global desde a crise financeira de 2008 a 2009.


Mas Yellen afirmou que a invasão da Ucrânia por Moscou e as atrocidades reveladas após a retirada das tropas russas de Bucha "representam uma afronta inaceitável à ordem internacional baseada em regras".


Ela disse ser improvável que a Rússia possa ser expulsa do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas o governo Biden quer impedir que o país tenha participação ativa em instituições internacionais desse tipo. Os ministros das Finanças e os presidentes dos bancos centrais do G20 se reunirão presencial e virtualmente em Washington em abril, quando também ocorrem reuniões do FMI e do Banco Mundial de primavera (no Hemisfério Norte).


A Indonésia ocupa a presidência do G20 neste ano e planeja sediar uma reunião de finanças em julho e uma cúpula de líderes em novembro.


"O presidente Biden deixou claro, e eu certamente concordo com ele, que não pode ser (uma situação) normal para a Rússia em nenhuma das instituições financeiras", Yellen disse. "Ele pediu que a Rússia seja removida do G20, e eu deixei claro para meus colegas na Indonésia que não participaremos de várias reuniões se os russos estiverem presentes", afirmou.


Os comentários chegaram na esteira do anúncio feito pelo governo Biden de uma nova rodada de medidas contra bancos e participantes da elite russa, que incluem proibir norte-americanos de investir na Rússia e bloquear o Sberbank, o maior credor do país e detentor de um terço de seus depósitos bancários, do sistema financeiro dos EUA.


Mas as transações que permitem a compra de petróleo e gás natural russos por aliados europeus foram isentas da proibição por meio de licenças especiais do Tesouro.


Yellen disse que a flexibilidade nas transações energéticas russas se deve ao fato de que muitos países europeus “continuam fortemente dependentes do gás natural russo, bem como do petróleo, e estão comprometidos em fazer a transição para longe dessa dependência o mais rápido possível”.


Yellen também emitiu um aviso à China de que o Tesouro está preparado para usar suas ferramentas de sanções contra Pequim no caso de agressão chinesa contra Taiwan, que a China afirma ser uma província rebelde.


Questionada se os Estados Unidos tomariam tais medidas se Taiwan fosse ameaçada, ela disse: "Absolutamente. Acredito que mostramos que podemos. No caso da Rússia, ameaçamos consequências significativas. Impusemos consequências significativas. E eu acho que você não deve duvidar de nossa capacidade e determinação de fazer o mesmo em outras situações."


(Por David Lawder)

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