Produtor brasileiro recebeu R$4,5 bi em 2 meses do seguro por quebra de safra, diz ministério

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Publicado 18/abr2 min de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - As seguradoras pagaram aos produtores brasileiros aproximadamente 4,5 bilhões de reais em indenizações nos dois primeiros meses do ano, principalmente pela quebra de safras de soja e milho verão na região centro-sul, informou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira.


O montante é apenas 900 milhões de reais inferior ao total pago ao longo de 2021, quando o problema maior foi com a safra de milho. No caso da soja, o país teve uma colheita recorde no ano passado, demandando menor acionamento do seguro para a oleaginosa.


"Isso demonstra a importância e efetividade do seguro", disse o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pedro Loyola.


O ministério disse ainda que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2021 recebeu 1,18 bilhão de reais do governo, o que permitiu auxiliar financeiramente a contratação de 217.934 apólices.


Essas apólices foram contratadas pelos produtores rurais em todas as regiões do país e totalizaram cerca de 14 milhões de hectares segurados.


Já o valor total segurado representou a importância de 68,3 bilhões de reais.


O secretário de Política Agrícola, Guilherme Bastos, destacou o compromisso do governo no apoio ao seguro agrícola, lembrando que pela primeira vez o país conseguiu atingir a marca de 1 bilhão de reais aplicados no programa de subvenção ao seguro rural, com um crescimento de 34% em relação ao executado no ano passado.


Considerando os sucessivos problemas climáticos observados nos últimos anos, o produtor rural não deveria plantar sem a proteção do seguro e as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, acrescentou Loyola.


Para 2022, está previsto o orçamento inicial de 990 milhões de reais para o programa de subvenção ao prêmio ao seguro rural.


A partir de 2022, o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40% para todas as culturas/atividades, exceto para a soja, cujo percentual permanece fixo em 20%, segundo o ministério.



(Por Roberto Samora)

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