Petróleo fecha perto da estabilidade, de olho na Opep+ e balanço da Exxon Mobil

Estadão Conteúdo

Publicado 01/fev2 min de leitura
Os contratos futuros de petróleo fecharam perto da estabilidade nesta terça, 1º, em sessão que antecede a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Na perspectiva de analistas, o mercado deve seguir com uma tendência de alta, a menos que alguma surpresa ocorra na decisão. Outro elemento observado no cenário foi a divulgação do balanço da Exxon Mobil, que apontou para um aumento nos investimentos em produção, além de registrar lucros significativos no trimestre.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para março subiu 0,06% (US$ 0,05), a US$ 88,20, enquanto o do Brent para o mês seguinte teve queda de 0,11% (US$ 0,10), a US$ 89,16, na Intercontinental Exchange (ICE).

O Commerzbank avalia que as perspectivas para a commodity seguem para avanços no preços. Amanhã, a Opep+ deve manter o acordo de aumento de 400 mil barris por dia (bpd) na produção. Mas o banco alemão explica que o cartel não tem conseguido entregar a expansão acertada. Na avaliação de Edward Moya, analista da Oanda, hoje os temores de uma surpresa da Opep+ deixaram muitos traders de energia presos aos lucros. Como muitos integrantes da organização estão lutando para atingir suas cotas, o petróleo parece prestes a subir mais, avalia, lembrando ainda que os temores de interrupção do fornecimento permanecerão elevados devido ao inverno intenso que atinge o norte e aos riscos geopolíticos no exterior.

Para Moya, o panorama assim deve seguir desde que "os sauditas não surpreendam na reunião da Opep+ e façam um esforço para um aumento maior da produção". Riad está vendo que os perfuradores dos EUA estão começando a investir em novos poços e isso pode desencadear alguns temores sobre a participação de mercado, avalia. A Exxon Mobil indicou em seus balanço que a gigante do petróleo está pronta para aumentar significativamente seu investimento em novos poços, aponta. Seus gastos com perfurações deverão aumentar até 45%.

A Capital Economics lembra que algumas autoridades dos países do Golfo falaram abertamente sobre a necessidade de evitar que os preços do petróleo subam muito pelo medo da destruição da demanda. O ministro do petróleo de Omã falou no mês passado sobre como a Opep+ não queria que os preços do petróleo continuassem se aproximando de US$ 100, como fizeram.

Estadão Conteúdo

Agências


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