Ibovespa segue influência externa positiva, mas queda de blue chips limita ganhos

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Publicado 13/out3 min de leitura

Por Aluisio Alves


SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice de ações brasileiras sustentava-se no azul nesta quarta-feira pós-feriado, mas a influência positiva das bolsas do exterior era contrabalançada por perdas das ações de maior relevância na carteira.


Às 12:10, o Ibovespa mostrava alta de 0,98%, aos 113.285,41 pontos. O giro financeiro da sessão, marcada pelo vencimento do contrato de futuros de índice, somava 10,25 bilhões de reais.


Os principais índices das bolsas de Nova York subiam após o início da temporada de balanços do terceiro trimestre, com JPMorgan superando projeções, mas apoiados também em ações de gigantes de tecnologia.


O movimento se refletia também na bolsa paulista, com papéis de bancos digitais e de empresas de comércio eletrônico, que vinham acumulando fortes perdas nas últimas semanas. Grupos ligados a consumo de forma geral eram destaques positivos.


Esse movimento era contrabalançado por perdas das ações de maior peso no Ibovespa, sobretudo de empresas ligadas a metais, casos de Vale e siderúrgicas, além dos grandes bancos.


O jornal O Estado de S.Paulo publicou nesta manhã que B3 avalia incluir no Ibovespa recibos de ações empresas brasileiras listadas no exterior. Consultada pela Reuters, a operadora de infraestrutura de mercado financeiro não respondeu de imediato.



DESTAQUES


- GPA avançava 7,3%, NATURA tinha ganho de 4%, LOJAS RENNER evoluía 3,5% e AMERICANAS era elevada em 3%, com investidores fazendo compras selecionadas de papéis que caíram forte nas últimas semanas, em meio à expectativa de que a alta dos juros esfrie o consumo.


- BANCO INTER crescia 3,2% e BANCO PAN 3,8%, também se recuperando após uma derrocada recente, agora na trilha da recuperação de empresas de tecnologia em Wall Street.


- BR MALLS tinha acréscimo de 3%, MRV era incrementada em 3,6%, CYRELA era valorizava em 2,5%, a exemplo das ações de varejo, experimentando uma reação.


- VALE caía 1,7%, sendo um dos destaques negativos do índice, após a China informar que suas importações de minério de ferro caíram 1,9% em setembro em relação ao mês anterior.


- PETRORIO perdia 1%, numa pausa após uma escalada de 44% desde meados de setembro até segunda-feira passada.


- SANTANDER BRASIL tinha baixa de 0,7%, BRADESCO recuava 1,1% e ITAÚ UNIBANCO encolhia 0,7%. O diretor de regulação do Banco Central, Otavio Damaso, disse nesta manhã que os bancos deveriam distribuir um volume mais conservador de dividendos em 2021 dadas as incertezas econômicas domésticas e globais.

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