Ex-projetista de aeronaves Shimada pode encontrar lado positivo em crise da Toshiba

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Publicado 28/mar2 min de leitura

Por Makiko Yamazaki


TÓQUIO (Reuters) - A crise na Toshiba pode ter um lado bom para o novo presidente, Taro Shimada, permitindo que ele mantenha – pelo menos por enquanto – negócios essenciais para sua estratégia digital que seus predecessores planejavam vender.


Na semana passada, os investidores votaram contra o plano da administração de desmembrar a unidade de dispositivos da Toshiba com quase 60% de oposição, bem como uma proposta de acionista rival de solicitar ofertas de compra. Isso deixou o conglomerado de 146 anos sem uma direção clara e imediata.


Mas poderia dar a Shimada, ex-projetista de aeronaves e ex-executivo da Siemens, uma margem de manobra para seu plano de aumentar a receita de assinaturas vinculando softwares a hardwares. Também permite que ele se apegue à fabricante de equipamentos Toshiba Tec, que foi considerada "não essencial" na cisão rejeitada.


Não está claro se Shimada será capaz de apaziguar os fundos de hedge que possuem cerca de 30% da Toshiba e estão impacientes para venda para uma empresa de private equity. Mas, como mostra a votação de quinta-feira, eles não têm apoio suficiente para tomar as decisões completamente.


O resultado da votação dá a Shimada "carta branca" para mostrar o que ele pode entregar, disse o veterano analista japonês Jesper Koll, do Monex Group.


A Toshiba está em crise desde um escândalo contábil em 2015 e a posterior falência da unidade nuclear Westinghouse nos EUA. Investidores injetaram 5,4 bilhões de dólares e evitaram a deslistagem, mas isso trouxe fundos de hedge como acionistas.


O valor de mercado das ações da empresa caiu para cerca de 18 bilhões de dólares, metade do pico do início dos anos 2000.


Shimada diz que a Toshiba não pode mais vender apenas hardware e precisa adicionar serviços digitais para melhorar os produtos e as margens.


A margem de lucro operacional da Toshiba foi de 3,42% no último ano fiscal, ante 9,38% da Hitachi, segundo a Refinitiv.


Embora a Toshiba seja uma "empresa com tecnologia incrível por dentro", ela se tornou "menos que a soma de suas partes", disse Brian Heywood, presidente da Taiyo Pacific Partners.

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