EUA precisam fazer mais para fortalecer laços com Brasil, diz autoridade da Câmara de Comércio norte-americana

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Publicado 07/abr2 min de leitura

Por Ana Mano


SÃO PAULO (Reuters) - O governo do presidente norte-americano Joe Biden não está fazendo o suficiente para forjar uma aliança de longo prazo com o Brasil, disse Myron Brilliant, chefe da divisão de assuntos internacionais da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, em coletiva de imprensa em São Paulo nesta quinta-feira.


"Na minha opinião sincera, não acho que o governo Biden esteja fazendo o suficiente para se concentrar nesta região", disse ele sobre a nona maior economia do mundo, acrescentando que o motivo é em parte a agenda doméstica dos EUA.


Brilliant disse que a falta de envolvimento dos EUA em toda a América Latina significa que "as oportunidades não são desenvolvidas (nem um) plano estratégico de longo prazo da maneira que esperamos".


A ausência dos EUA abriu caminho para outros parceiros se relacionarem e fazerem negócios com o Brasil.


"O que vimos na última década é um aumento significativo do investimento e do envolvimento chinês na região", disse Brilliant. "Também estamos vendo o engajamento russo. Diríamos que os EUA precisam estar presentes."


Os EUA são o segundo parceiro comercial mais importante do Brasil, atrás da China. A diferença é que o Brasil tem superávit comercial com o país asiático e déficit com os norte-americanos.


Brasil e EUA competem como exportadores de commodities agrícolas como soja, carne e milho.


No primeiro trimestre do ano, o Brasil registrou déficit comercial de 3,8 bilhões de dólares com os EUA e superávit de 4,7 bilhões de dólares com a China, segundo dados do governo brasileiro.


Os EUA responderam por cerca de 11% das exportações totais do Brasil no período, enquanto a China ficou com quase 28%, mostraram os números.


"Definir o comércio em termos de déficit e superávit é um erro", disse Brilliant. "Importante para nós é ter um campo de jogo nivelado."

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