Dólar sobe antes de relatório de emprego dos EUA, em curso de encerrar 1ª semana do ano em alta

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Publicado 07/jan3 min de leitura

Por Luana Maria Benedito


SÃO PAULO (Reuters) - O dólar passava a subir frente ao real nesta sexta-feira, a caminho de encerrar a primeira semana de 2022 em alta, com agentes do mercado aguardando a divulgação de um importante relatório de emprego dos Estados Unidos, que tem potencial de reforçar expectativas de aumentos de juros antecipados na maior economia do mundo.


Os dados do Departamento do Trabalho norte-americano, que serão divulgados às 10h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira, devem mostrar a abertura de 400 mil vagas de trabalho no mês passado, de acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas. Se o resultado corresponder às expectativas, um total de 6,5 milhões de postos terão sido criados em 2021.


Caso a leitura forte seja confirmada, deverá intensificar apostas num aumento de juros pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, já em março deste ano, perspectiva que foi impulsionada nesta semana pela divulgação da ata da última reunião de política monetária da instituição.


O documento revelou maior preocupação com a inflação elevada por parte das autoridades do Fed, que também enxergam condições de aperto no mercado de trabalho, o que justificaria aumento nos custos dos empréstimos antes do esperado e, posteriormente, redução do balanço do banco.


"A ata do Fed para a reunião de dezembro foi 'hawkish' (mais dura em relação à inflação) e riscos menores relacionados à variante Ômicron significam que o Fed pode ser ainda mais 'hawkish' agora", disse o Citi em relatório divulgado na madrugada desta sexta-feira (no horário de Brasília).


"Com os rendimentos dos Estados Unidos provavelmente subindo com a aproximação do aumento de juros pelo Fed, esperamos um câmbio de mercados emergentes mais fraco" no início de 2022, acrescentou o credor norte-americano.


Custos de empréstimos mais altos nos EUA elevam a atratividade dos títulos soberanos do país, o que tende a aumentar o fluxo de recursos para lá e, consequentemente, apoiar o dólar frente a moedas mais arriscadas.


No Brasil, entretanto, o real pode "continuar a se beneficiar de um 'carry' (taxa de retorno oferecida pela moeda) mais alto na esteira de um ciclo de elevação de juros que foi mais rápido do que a média dos mercados emergentes", disse o Citi, ainda que riscos como a desaceleração do crescimento e a deterioração fiscal continuem no radar.


A taxa Selic está atualmente em 9,25% ao ano, depois de ser elevada ao longo de 2021 ante uma mínima histórica de 2% atingida durante a pandemia de Covid-19. A expectativa na mais recente pesquisa semanal Focus, do Banco Central, é de que os juros básicos cheguem a 11,50% neste ano.


Às 9:49 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,31%, a 5,6977 reais na venda, abandonando perdas registradas no início da sessão.


Na B3, às 9:49 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,22%, a 5,7270 reais.


Com esse desempenho, a moeda spot ficava a caminho de encerrar a semana em alta de mais de 2%, depois de ter fechado o último pregão de 2021 em 5,5735 reais na venda.


A divisa norte-americana fechou a quinta-feira em queda de 0,57%, a 5,6802 reais na venda.

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