Bolsas de NY fecham em alta, com temporada de balanços, Fed e queda do petróleo

Estadão Conteúdo

Publicado 19/abr2 min de leitura
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, 19, em meio à temporada de balanços nos Estados Unidos. Sinalizações pelo Federal Reserve (Fed), na véspera da divulgação do Livro Bege, e a queda dos ativos de petróleo no mercado futuro também ficaram no radar.

O índice Dow Jones subiu 1,45%, a 34.911,20 pontos, o S&P 500 avançou 1,61%, a 4.462,21 pontos, e o Nasdaq teve alta de 2,15%, a 13.619,66 pontos.

Antes do início da sessão, o destaque esteve para a Johnson & Johnson (J&J), que informou lucro líquido de US$ 5,15 bilhões no primeiro trimestre de 2022. Mesmo com queda na base anual e resultado abaixo da expectativa do mercado, a ação da companhia subiu 3,05% hoje. Analista sênior de mercado financeiro na Oanda, Craig Erlam destacou que, apesar dos meses "turbulentos" para o mercado acionário, é possível perceber a contínua resiliência geralmente associada a tais negociações, em especial nos Estados Unidos.

Mesmo com as vendas de títulos públicos americanos, o BMO Capital Markets ressalta que os juros dos Treasuries parecem ainda não ter atingido um "ponto de dor" para as ações americanas. "Nem mesmo um Fed hawkish descarrilou o desempenho ainda sólido no S&P 500". Hoje, o presidente da distrital de Chicago, Charles Evans, disse não ver necessidade de alta de juros acima de 50 pontos-base nas próximas reuniões, mas um aumento nesse nível é possível no atual cenário. Apesar com a elevação de juros básicos, Evans afirmou que economia americana "deve se sair bem".

Investidores monitoraram os cortes de projeções para crescimento econômico, em especial pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 2022, o FMI cortou a previsão de Produto Interno Bruto (PIB) global, de 4,4% para 3,6%, em meio à guerra na Ucrânia.

A queda nos ativos de petróleo nesta sessão também esteve no radar, e puxou os papéis das petroleiras Chevron (-1,18%) e ExxonMobil (-0,89%). Por outro lado, contribuiu para a recuperação de companhias aéreas, como American Airlines (+5,66%) e United Continental (+4,50%) que haviam caído ontem. A Boeing também subiu, +3,41%. Ainda no azul, estiveram companhias com uso intensivo de tecnologia e peso importante nos índices, tal qual Tesla (+2,38%), Meta (+3,10%), Apple (+3,10%), Amazon (+3,49%), Microsoft (+1,70%) e Alphabet (+1,83%). A Twitter, por sua vez, caiu 4,73%, ainda de olho nas investidas do CEO da Tesla, Elon Musk.

Estadão Conteúdo

Agências


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