WhatsApp é aliado de lojistas no Dia das Crianças

Alexandre Diniz

Publicado 08/out7 min de leitura

Resumo

Aplicativo vem se tornando ferramenta cada vez mais eficiente para aumentar o faturamento do comércio

Envato Elements
Venda de brinquedos usando o WhatsApp são cada vez mais comuns. (Foto: Envato Elements)

Depois da tempestade, a calmaria. O WhatsApp deu um susto no Brasil e no mundo na última segunda-feira (04/10). Mas, apesar de ter ficado fora do ar por horas e ter causado transtornos para pessoas e empresas, o aplicativo segue sendo um dos melhores canais de comunicação para vendas da atualidade. E com a proximidade do Dia das Crianças, é por meio dele que muitas delas vão acontecer.

Os meios digitais são os preferidos para adquirir presentes em mais um 12 de outubro. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais aponta que 72% dos brasileiros devem ir às compras na data comemorativa. A expectativa é que o varejo movimente aproximadamente R$ 10,93 bilhões.

Números significativos, indícios de recuperação do mercado após um período de muitos prejuízos com a pandemia e mais oportunidades para os lojistas com as facilidades que o chat-commerce oferece. Segundo o CEO da OmniChat (empresa do segmento de implantação de chat-commerce), Mauricio Trezub, ferramentas como o WhatsApp ganharam muito espaço nos últimos anos, principalmente porque, no Brasil, o hábito de usá-lo para praticamente tudo que envolva comunicação via mensagens virou regra.

“Uma das grandes vantagens que esse meio permite é o de aliar um atendimento humanizado e consultivo, que estamos acostumados a ver em lojas físicas, com a praticidade de fazer as compras de qualquer lugar e receber em casa, que só o varejo virtual possui.", diz.

Para Mauricio Trezub, um dos grandes motivos do sucesso desse canal é a sensação de proximidade que ele traz. Em aplicativos dessa natureza, o cliente tira dúvidas, vê fotos e vídeos do produto e conversa com um vendedor real. Isso dá segurança na hora da compra. “A compra consultiva une o melhor de dois mundos: a praticidade do digital com a humanização das vendas online, e disso o consumidor não abre mão, mesmo no período pós-pandemia”, afirma.

Mas para que essa relação funcione bem, é necessário ter atenção e agilidade. Afinal, o cliente pode “escapar” em questão de minutos. “Quando as respostas são feitas em menos de 5 minutos, as taxas de conversão em chat-commerce como o WhatsApp podem chegar a 17%. Esse valor cai para 2% quando a primeira resposta demora mais de uma hora”, comenta.

Uma nova tendência mundial

Segundo dados do Guia de Conversational-messaging da Sinch, 3 bilhões de pessoas usam aplicativos de mensagens em todo o mundo, o que gera mais de 100 bilhões de mensagens enviadas por WhatsApp, Messenger e Instagram todos os dias.

Até o final de 2021, a estimativa é que tenham 470 milhões de novos usuários nesses canais. De acordo com a mesma pesquisa, as lojas que utilizam o comércio de conversação, da maneira correta, estão aumentando a receita anual em 7% a 25%.

Para a diretora comercial das lojas Ri Happy, Sandra Haddad, a expectativa é de grande melhora para a data. "Esperamos uma grande melhora em relação a 2020, até porque neste ano temos todas as lojas funcionando em horário cheio, ao contrário do ano passado. Esperamos retomar aos patamares de 2019. A estimativa é de crescimento de cerca de 4% nas vendas, se comparados a 2019, e de 7% se comparados a 2020. Estamos otimistas”, diz Sandra.

E para facilitar ainda mais essas vendas e cumprir com as expectativas de faturamento, o WhatsApp tem sido um dos grandes aliados da rede de lojas.

“A gente entende que o cliente deve ter a chance de comprar onde ele quiser. Por isso, o WhatsApp é um dos nossos canais de venda, além de outras várias possibilidades, como o nosso site, outros aplicativos, dentre outras modalidades. Acreditamos que essa ferramenta é muito importante como canal de venda, pois ela aproxima o cliente do vendedor, criando uma conexão na qual conseguimos fazer um atendimento personalizado e em tempo real”, comenta a diretora comercial.

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Lojistas e clientes devem tomar alguns cuidados ao usar o WhatsApp para vendas. (Foto: Envato Elements)

Para os lojistas: Como usar a ferramenta da melhor maneira

Não basta ter o recurso. Para transformar a tecnologia em uma verdadeira aliada para lucrar é preciso usá-la de maneira inteligente. Mauricio Trezub elege quatro pontos fundamentais que os lojistas devem prestar atenção.

1-     Capriche no estoque: Ter uma relação de produtos que possuem maior potencial de venda e deixar o estoque abastecido são fundamentais. 

O consumidor tem senso de urgência, e essas datas sazonais são muito importantes para os comércios. Portanto, prepare-se.

2-     Crie uma campanha: Faça conteúdo digital específico para a data, com descontos e combos. Não fique acanhado: abuse da criatividade para prender a atenção do público.

3-     Qualifique a sua equipe: Prepare muito o seu time para atender no WhatsApp com educação e agilidade. Conversas periódicas, treinamentos, tudo vale. Isso faz toda a diferença na hora de fechar uma venda, sobretudo no digital.

4-     Seja ágil na entrega: Pense em uma estratégia para que a entrega aconteça o mais rápido possível. A agilidade no frete tem se tornado um grande diferencial das marcas na hora de cativar o cliente e ampliar o número de vendas.

Clientes devem ficar atentos a alguns detalhes

Se no presencial o cliente já corre risco de ser enganado, no digital é necessário tomar cuidado redobrado para que a experiência de compra seja boa e se evite dores de cabeça com fraudes e atrasos.

“Em primeiro lugar, quem vai às compras deve ficar atento se aquela marca atende por WhatsApp de forma profissional. O atendimento feito por um número do vendedor da loja aumenta significativamente os riscos de fraudes e vazamento de dados. Em segundo lugar, é preciso ter certeza de que haverá agilidade no prazo de entrega. Afinal, ninguém quer ficar sem presentear no dia 12, muito menos frustrar as crianças”, afirma Trezub.

Os mais pesquisados: as tendências no Google

Segundo informações fornecidas pelo Google, as buscas pelo Dia das Crianças no site cresceram 45% em relação a 2020, em comparação com o período entre janeiro e setembro. Entre os termos que mais cresceram nas pesquisas dos brasileiros, em comparação ano a ano, estão "lembrancinha para o dia das crianças" com aumento de 319%, "presente dia das crianças" com 204%, "ideias para o dia das crianças" com 199% e "quantos dias faltam para o dia das crianças" com 97%.

Um dos favoritos da vez deve ser o Fidget Toys - brinquedos que estimulam a questão sensorial de seu usuário, por meio de toques, cores e sons - com crescimento de buscas superior a 1.000%, segundo dados do próprio Google. Além da estrela da companhia, dados de busca para presentes da data também destacam um aumento de 53% por carrinhos elétricos, patinetes elétricos (29%) e blocos de montar (23%).

Um balanço geral: números e expectativas para o setor

Toda história tem dois lados. Se o aumento na intenção por parte das pessoas em presentear alguém no Dia das Crianças deixou o mercado varejista animado, por outro lado a expectativa de gasto do consumidor ainda é cautelosa. De acordo com o levantamento feito pela CNDL/SPC Brasil, do total de entrevistados que vão comprar presentes, mais de um terço (36%) pretende gastar o mesmo valor que no ano passado, e 31% têm a intenção de gastar menos. Já 23% pretendem gastar mais do que no ano passado.

- Em média, os consumidores pretendem comprar 2,19 presentes;

- No total, o consumidor deve desembolsar, em média, R$ 200 com os presentes;

- 82% pagarão os produtos à vista;

- 18% planejam pagar parcelado;

- As principais formas de pagamento serão: dinheiro (45%), cartão de débito (38%) e cartão de crédito parcelado (36%);

- O número médio de parcelas será de 4 prestações para quem vai optar por essa alternativa.

Alexandre Diniz

Repórter


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