Star Wars Day: 7 lições que a saga nos ensina sobre o dinheiro

Izabella Souza

Publicado 04/mai7 min de leitura

Resumo

#MayThe4thBeWithYou! Neste Dia do Star Wars, o Inset traz algumas valiosas dicas e reflexões que a saga traz sobre finanças pessoais e autocontrole

Não é preciso ser cinéfilo ou crítico de cinema para reconhecer a enorme influência da saga Star Wars em todas as culturas e gerações. A obra de George Lucas, que estreou nos cinemas dos Estados Unidos em 25 de maio de 1977, dá insights profundos que podem mudar a nossa forma de encarar a vida, e isso inclui lidar com o dinheiro sob uma nova luz.

Neste #MayThe4thBeWithYou, dia de celebração para os fãs da saga, o Inset traz sete lições que uma maratona de Star Wars pode nos ensinar sobre finanças e como usar a "Força" para manter o dinheiro sob controle. Mas atenção: o texto pode conter alguns spoilers!

1 - O dinheiro é neutro

No universo de Star Wars , a Força é uma energia abrangente e universal que alimenta todos os seres vivos. Ela é uma entidade poderosa, mas moralmente neutra: dependendo das intenções do portador, pode ser usada para o bem ou para o mal - e usá-la com más intenções é o que faz um Jedi se voltar para o Lado Sombrio.

E aqui fica a reflexão: não é assim também com o dinheiro? A primeira grande lição que Star Wars nos dá sobre vida financeira é também a mais simples: para além da dualidade entre o bem e o mal, a nossa mentalidade em relação ao dinheiro afeta a maneira como nós o usamos e, consequentemente, como vivemos.

2 - Ninguém nasce sabendo lidar com o dinheiro

Frustrado com a impaciência de Luke Skywalker em O Império Contra-Ataca , Yoda reclama com Obi Wan-Kenobi e diz que Luke é velho demais para aprender os caminhos da Força. O caminho para se tornar um Jedi é longo e começa na infância, quando os jovens padawans passam por um treinamento rigoroso e aprendem a usar a Força com responsabilidade.

Ou seja, ninguém nasce um Jedi com pleno controle e sabedoria sobre a Força. Assim como nenhum de nós nasce com habilidades de gerenciamento financeiro. Lidar com o dinheiro do jeito certo demanda aprendizado, e como o caminho é longo, quanto antes foi iniciado, melhor - por isso é tão importante conversar sobre dinheiro com as crianças e trabalhar a responsabilidade financeira desde cedo.

Assim como malhar, ficar em forma financeiramente falando é um processo contínuo. É preciso desenvolver hábitos saudáveis em torno de criar seu orçamento, gastar com sabedoria, superar dívidas e aprender opções de investimento. Uma maneira de começar é reservar uma ou duas horas por semana para fazer um checkup de saúde financeira, avaliando quanto você gastou, quanto economizou, seus saldos de dívida restantes e quão longe você está de seus objetivos.

Nunca é tarde demais para se tornar tão bom quanto um Jedi com as suas finanças, o que nos leva à próxima lição.

3 - É possível (e preciso) desaprender algumas coisas

Em O Império Contra-Ataca, no planeta de Dagobah, Luke Skywalker falha repetidamente em levitar seu caça X-Wing caído dos pântanos. “É muito grande”, ele diz. Yoda então aponta que Luke precisa desaprender o que aprendeu para usar a Força e alcançar o impossível. Podemos dizer a mesma coisa sobre os mitos financeiros em que crescemos acreditando.

Quantas vezes já nos sentimos assim diante das bolas de neves que se formam nas nossas contas? Uma dívida alta demais, um volume muito grande de boletos e compromissos, um objetivo ou sonho que parece impossível de realizar em comparação com nossa capacidade…

Especialmente nesses momentos, é preciso desaprender o que nos faz desanimar e renegar conceitos errados que nos mantêm presos. Identificar e abandonar as falsas crenças que nos deixam paralisados, apenas lamentando as perdas, e nos educar sobre gerenciamento de dinheiro. O que não falta é conteúdo e possibilidades gratuitas para isso, inclusive aqui no Inset! Aprenda com base em princípios financeiros sólidos e continue se aprimorando dia após dia.

4. Não fuja das dívidas

Han Solo passa o Episódio IV (cronologicamente o filme original, mais tarde batizado de Uma Nova Esperança) fugindo de Jabba the Hutt, um chefe do crime a quem deve dinheiro; ele é eventualmente capturado no Episódio V (O Império Contra-Ataca) e entregue ao caçador de recompensas Boba Fett. Para começar o Episódio VI (O Retorno de Jedi), encontramos Han pendurado na parede de Jabba, congelado em carbonita, como um aviso para aqueles que devem dinheiro a Jabba.

Cena de Han Solo com Jabba the Hutt em Star Wars
Cena de Han Solo com Jabba the Hutt em Star Wars (Disney/Divulgação)

Aqui há três lições a serem aprendidas. A primeira é apenas recorrer a um empréstimo em dinheiro se realmente não houver outra alternativa e essa for a última saída. A segunda lição é que, se for esse o caso, pague todas as parcelas completas e em dia, sem nenhum atraso. E isso vale para todas as contas: juros e multas por atraso mantêm a dívida crescendo até que ela fique fora de controle. 

Se você não conseguir honrar os pagamentos, não se esconda do credor. Essa é a terceira lição: entre em contato com a instituição, explique a sua real situação e tente negociar um novo plano de pagamento mais realista, para que você consiga pagar de acordo com a sua realidade. Não fuja das suas dívidas. De um jeito ou de outro, elas vão te alcançar e prejudicar.

5: Não tenha uma “mente fraca”

Truques mentais Jedi são usados para persuadir indivíduos a fazerem o que os guerreiros do lado da Luz da Força querem que eles façam. Como parar uma briga que está prestes a acontecer ou ignorar o dever de encontrar alguns droides procurados, por exemplo. Entretanto, esses truques só funcionam com quem tem a mente mais “fraca”.

Como mostramos na série Gatilhos Mentais de Consumo, todos nós somos constantemente bombardeados por vários truques praticados por profissionais de marketing, anunciantes e vendedores para nos convencer a comprar, consumir e gastar cada vez mais. Colocar o número 9 no final dos preços, usar frases de efeito como “últimas unidades” e “melhor preço do ano” e fazer propagandas com influencers e especialistas são apenas alguns deles.

Por isso, seja mais cético e não facilmente persuadido. Não permita que nenhuma jogada de marketing tire o seu controle financeiro. Um Jedi não dá atenção a distrações inconsequente: em vez disso, sempre entende e prioriza o que é mais importante na vida. "Aventura. Excitação. Um Jedi não deseja essas coisas”, já diria o mestre Yoda.

Cena de Star Wars (Disney/Divulgação)
Cena de Star Wars (Disney/Divulgação)

6 - Mantenha um fundo de emergência (inclusive para reparos)

Apesar da manutenção cuidadosa de Han Solo, a espaçonave Millennium Falcon costuma quebrar por um motivo ou outro. Chewbacca e R2D2 conseguem fazer reparos críticos em cima da hora, mas nem todo mundo tem um Wookie ou droide para salvá-los em emergências.

Como Han, você pode pensar que tudo ficará bem. Mas imagine se seu carro ou computador quebra hoje e você usa os dois para trabalhar. Se você não tiver nenhum dinheiro guardado para imprevistos, seu orçamento mensal ficará numa boa? Vai dar pra pagar o conserto sem tirar dinheiro de nada? Pois é. Por isso, o melhor caminho é se organizar e manter o compromisso de sempre alimentar um fundo de emergência para amortecer o custo de reparos e problemas inesperados.

7 - Investimentos pequenos e constantes podem mudar sua vida

A ascensão do Império não aconteceu da noite para o dia. Foi necessário um planejamento de longo prazo por parte do Lado Sombrio da Força para que ela se concretizasse.

Quando os heróis Jedi se deram conta da situação, já era tarde demais: em Ataque dos Clones, Obi Wan visita os Kaminoanos para investigar um assassino que tentou matá-lo, e então descobre que este assassino foi o modelo para mais de 200 mil clones em produção. O Império logo assume o controle da galáxia, grande parte devido ao uso de Stormtroopers, o exército de clones acumulado ao longo de 10 anos.

Agora, veja só: em cálculo simulado a partir de juros do Tesouro IPCA, sem descontar os efeitos inflacionários, uma pessoa com 30 anos precisaria fazer aportes mensais de aproximadamente R$ 301 para chegar a R$ 1 milhão aos 60 anos. Uma pessoa de 40, em torno de R$ 1.044; e uma de 50, cerca de R$ 4.400. Notou como, de 30 para 50 anos, a diferença de valor é gritante? É quase 14 vezes maior!

Você pode alcançar a independência financeira rapidamente ou isso pode levar bastante tempo. Obviamente, tudo depende da realidade de cada um, e para a grande maioria das pessoas não sobra muita coisa para poupar no final do mês. Mas é melhor seguir a máxima do “devagar e sempre”.

Diferentes fases da vida exigem diferentes táticas e veículos de poupança. E fazer sobrar para investir é algo que envolve estratégias como economizar desde cedo, investir tempo e atenção em sua educação financeira e se proteger contra golpes, armadilhas e imprevistos, como já aprendemos mais acima.

Cena de Star Wars (Disney/Divulgação)
Cena de Star Wars (Disney/Divulgação)

Izabella Souza

Repórter


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