Só 27% das pessoas conseguiram economizar em 2021, mas há otimismo para 2022

Izabella Souza

Publicado 12/mai3 min de leitura

Resumo

Além da dificuldade em guardar dinheiro, mais da metade dos brasileiros teve perda parcial ou total de renda em 2021, aponta estudo

O ano de 2021 não foi fácil no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo com o avanço da vacinação e a melhora no cenário da pandemia, a taxa de desemprego no país ficou em 13,2%, com 12 milhões de desempregados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, mais da metade dos brasileiros (63%) teve perda total ou parcial de renda. E desse percentual, 66% são da classe C. É o que mostra o estudo Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais.

A pesquisa, que foi publicada nesta semana e ouviu 5.878 pessoas nas cinco regiões do país e das cinco classes sociais, aponta ainda que que 16% dos entrevistados perderam o emprego. Outras 25% declararam que alguém da sua residência passou por um desligamento ao longo de 2021.

Para lidar com os imprevistos, 54% das pessoas precisaram de dinheiro para alguma emergência, principalmente nas classe A/B (58%) e C (57%). A saída encontrada por elas foi retirar dinheiro de aplicações ou recorrer a outras reservas (40%) ou pedir empréstimo ou usar o cheque especial ou rotativo (26%).

Menos de um terço conseguiu economizar

O levantamento também mostrou que apenas 27% das pessoas conseguiram economizar em 2021. A reserva de recursos foi liderada pela classe A/B (45%), e o número dos que fizeram alguma economia no período cai significativamente na classe C (25%) e ainda mais na classe D/E, na qual apenas 1 em cada 10 conseguiu guardar alguma quantia durante o ano.

Entre aqueles que conseguiram poupar, a estratégia mais utilizada, relatada por 44% dos respondentes, foi diminuir gastos ou deixar de sair. Em segundo lugar, ficou evitar compras desnecessárias (21%) e, em terceiro, controlar as despesas (18%).

38% dos que puderam poupar aplicaram seus recursos em produtos financeiros, a maioria da classe A/B (49%). No caso da classe D/E, a maioria (21%) optou por manter o dinheiro guardado em casa, e 18% investiu em aplicações.

Expectativa para 2022

Com relação às expectativas para o cenário econômico de 2022, a maioria dos entrevistados (59%) acha que a tendência é de melhora. A classe D/E é a mais otimista: 62% das pessoas desse grupo acreditam que a economia vai melhorar. Já as pessoas das classes A/B e C são as que mais acreditam que a tendência é a manutenção do cenário: 17% e 15%,respectivamente.

Entre os 27% dos participantes que acreditam em uma piora, a maioria também é da classe D/E (28%), seguida pela classe A/B (24%).

Izabella Souza

Repórter


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