Geração Z é a que mais busca informações sobre investimentos na internet

Letícia Almeida

Publicado 21/jun6 min de leitura

Resumo

Esse público também é o mais aberto a aplicações de maior risco, como ações e criptomoedas

A geração Z tem usado a tecnologia cada vez mais ao seu favor na hora de investir: aqueles que tem entre 16 e 25 anos são os que mais recorrem a canais digitais para entender sobre os investimentos e os que mais ouvem os influenciadores digitais sobre o assunto. Quando decide investir, essa geração está mais aberta a produtos financeiros de maior risco, como criptomoedas e ações.

É o que mostra a quinta edição do Raio X do Investidor, realizado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha. Os canais digitais, incluindo aplicativos e sites de bancos e corretoras, portais de notícias, fóruns on-line e blogs, são os preferidos de 40% dos investidores dessa faixa etária.

Os influenciadores digitais também são relevantes entre esse público, com índice de 12%, proporção que chega a ser o dobro da média da população (6%). Entre os canais mais usados, YouTube (59%) e Instagram (52%) se destacam como preferências da geração Z, ante uma média de 37% e 25%, respectivamente, quando observados os dados de todas as gerações que procuram informações sobre investimento.

O comportamento digital também predomina na hora de fazer as aplicações financeiras. O aplicativo de banco é o meio mais usado por 54% das pessoas entre 16 e 25 anos para realizar os investimentos, seguida pela preferência por ir pessoalmente à instituição financeira (15%) e pelos aplicativos específicos de corretoras (11%). 

Poupança ainda é mais usada, mas criptomoedas e ações estão na mira

A caderneta de poupança ainda é o investimento mais utilizado pelos jovens da geração Z (14%), mas o percentual é bem menor quando comparado às outras gerações. Para se ter ideia, entre os boomers (61 a 75 anos) e a geração X (41 a 60 anos), essa aplicação é usada por 28% e 27% das pessoas, respectivamente.

Apesar de preferirem a poupança, os olhares dos mais novos também estão atentos aos produtos financeiros de maior risco, como as moedas digitais e as ações.

Para o superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima, Marcelo Billi, esse interesse faz sentido, já que quando se é jovem, o tempo está ao seu favor. “O que precisamos sempre lembrar é que isso faz sentido dentro de uma carteira diversificada, sem estar exposto só a um risco específico e com um portfólio que esteja adequado aos seus objetivos”, ressalta.

Apesar da afeição à tecnologia e da disposição por produtos que requerem mais experiência no mercado financeiro, chama atenção que a geração Z também é a que guarda mais dinheiro em casa (4%). Esse comportamento chega a ser até mesmo mais comum do que entre o público maior de 76 anos, em que apenas 1% afirma adotar o hábito.

Ainda de acordo com o estudo, 31% dos brasileiros – aproximadamente 52 milhões de pessoas – tinham investimentos em produtos financeiros em 2021. Na geração Z, no entanto, esse percentual chegou a 26%, ficando um pouco abaixo na comparação com millenials (33%), geração X (33%) e boomers (31%).

Letícia Almeida

Repórter


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