Compras on-line de bebidas e alimentos triplicam na pandemia

Izabella Souza

Publicado 31/mar4 min de leitura

Resumo

Confira quais foram os itens mais comprados e o perfil dos consumidores adeptos do e-commerce

A necessidade, combinada com a intensificação da vida doméstica, fez o comércio digital decolar e atingir alturas inéditas partir de março de 2020. Para se ter uma ideia, 7, 3 milhões de brasileiros começaram a comprar on-line pela primeira vez no primeiro semestre daquele ano, segundo um levantamento Ebit/Nielsen.

E esse impacto também chegou nas vendas on-line de bebidas e alimentos. O faturamento das categorias quase triplicou e atingiu R$ 2,86 bilhões em 2021, contra R$ 1,09 bilhão em 2019. Para 2022, a expectativa é de crescimento de 18% no faturamento. Os dados são da Neotrust, empresa que monitora mais de 85% do e-commerce brasileiro e faz parte do T.group.

“O setor contou com a entrada de muitos novos consumidores, que na pandemia criaram o hábito de comprar alimentos e bebidas on-line. O aumento do frete grátis foi um dos fatores que ajudou a fomentar esse hábito: enquanto em 2019 apenas 31% das compras online contaram com essa facilidade, em 2021 o frete grátis foi oferecido em 63% das compras”, destaca Paulina Dias, Head de Inteligência da Neotrust.

Segundo levantamento, as mulheres lideraram as compras de alimentos (59,4%) no último ano e os homens lideraram as compras de bebidas (63,7%), com destaque para consumidores entre 36 e 50 anos de ambos os gêneros. O cartão de crédito foi a forma de pagamento utilizada em 75% das compras de alimentos e em 93% das compras de bebidas.

Itens mais comprados

Em 2021, os alimentos que geraram maior faturamento no e-commerce foram frios e laticínios; bomboniere; carnes, aves e pescados; condimentos, ervas e especiarias; e hortifruti. Já as bebidas que geraram maior faturamento no comércio eletrônico foram vinhos; uísque; cervejas e chopp; refrigerantes; e champagnes e espumantes.

A região Sudeste concentrou 72,3% dos pedidos, seguida pelas regiões Nordeste (13,1%), Sul (8,4%), Centro-Oeste (5%) e Norte (1,1%). Apesar de ser a região com o maior número de pedidos de compras online nos últimos anos, o Sudeste perdeu 8,7 pontos percentuais de 2020 para 2021.

A região Nordeste foi a que mais cresceu no mesmo período, ganhando 7,4 pontos percentuais, seguida pela região Norte, que ganhou 0,7 pontos percentuais. Destaca-se na região Norte os crescimentos de 89% no faturamento e de 239% no número de pedidos entre 2020 e 2021.

Alimentos, bebidas e até produtos de limpeza

Um estudo da consultoria Zmes em parceria com a Qualibest mostrou que 56% dos brasileiros compram itens como alimentos, bebidas e produtos de limpeza pela internet, e que a compra digital de bens não duráveis é uma realidade para todas as categorias de produtos nas cinco regiões do país.

Cerca de 30% dos entrevistados já compravam itens on-line antes da pandemia, mas 40% aumentaram a frequência durante o isolamento social. Para 66% dos participantes da pesquisa, os descontos são a principal vantagem das compras on-line, enquanto 36% acham os programas de vantagens e cashbacks mais atrativos.

Marcelo Tripoli, fundador e CEO da Zmes, explicou à CNN que o e-commerce cresceu na primeira onda da pandemia impulsionado pela busca de consumidores por descontos. Ao longo de 2020, as pessoas começaram a digitalizar mais suas compras e, agora, o varejo on-line precisa avançar sobre as informações do produto para se equiparar às lojas físicas.

A pesquisa ouviu executivos das maiores empresas de bens de consumo de massa do Brasil e de mais de 1.700 de todas as regiões metropolitanas do país.

Izabella Souza

Repórter


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