Comprar um imóvel influencia na qualidade de vida? Quatro a cada cinco brasileiros pensam que sim

Alexandre Diniz

Publicado 02/mar3 min de leitura

Resumo

Pesquisa mostra que 80% das pessoas no país consideram ter um imóvel um grande salto de vida. Mesma percepção é compartilhada por entrevistados de faixas salariais diferentes: 56% do total de respondentes também acredita que a aquisição impacta no status social do comprador

Um cantinho para chamar de seu. A realização do sonho da casa própria é antiga no Brasil e representa, sem sombra de dúvidas, uma experiência única na vida de uma pessoa ou de uma família. Um levantamento inédito da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) e da Brain Inteligência Estratégica, feito com 14 mil brasileiros em 2021, sendo 850 compradores de imóveis no último ano, revelou bem o impacto deste tipo de aquisição no cotidiano.

Os números

Entre os entrevistados em geral, 80% disseram que a compra do imóvel influencia na qualidade de vida. Dos que ganham entre R$ 2,5 mil e R$ 8 mil, 81% têm essa percepção, assim como 81% dos que recebem acima de R$ 8 mil compartilham do mesmo sentimento.

O estudo também apontou que 56% do total de respondentes acredita que a compra do imóvel influencia no status social do comprador. Entre aqueles com renda mensal acima de R$ 8 mil, a percepção é maior (58%) do que os entrevistados que ganham entre R$ 2,5 mil e R$ 8 mil (53%).

“O imóvel foi e continuará sendo um porto seguro para as famílias. O local onde as pessoas podem descansar após um dia de trabalho ou estudos. Atualmente, com a realidade do home office ainda presente para muitos trabalhadores, a casa mantém seu papel de relevância e um ambiente confortável certamente traz mais qualidade de vida a todos”, comenta presidente da Abrainc, Luiz França.

O que influencia na compra de um imóvel

Em termos de qualidade de vida, o estudo revelou outros critérios importantes para o consumidor, que impactam na decisão de compra do imóvel. Do total de respondentes:

- 71% disseram que estariam dispostos a pagar mais para morar perto do trabalho;

- 83% observam a proximidade do imóvel com supermercados e está disposta a gastar mais por isso;

- 59% priorizam a proximidade com farmácias e pesa essa condicionante na hora da escolha.

Preços médios. Os dados também mostram que o preço médio das propriedades compradas por brasileiros é de pouco mais de R$ 240 mil, e que apenas 31% dos entrevistados conseguem adquirir sua moradia com preços superiores a R$ 250 mil, e, quando o fazem, são, na maioria, compradores com renda salarial acima de R$ 16,5 mil.

Um sonho cada vez mais perto

O administrador de empresa Caio Amaral, 34, é um dos exemplos de pessoas que acha que o grande salto de status será ter um imóvel próprio. Residente de Belo Horizonte, ele conta que desde os 24 anos, quando se formou e foi morar sozinho, busca esse objetivo. Filho de pais que sempre moraram de aluguel, para ele comprar um espaço é a comprovação de que a vida de fato deu um salto.

“Sempre juntei para isso. Pesquisei oportunidades, apartamentos mais antigos, condições de financiamentos. Depois de tantos anos e tanto trabalho, estou prestes a fechar um contrato. Não vou falar mais nada para não atrapalhar a negociação, mas falta muito pouco. É um atestado de que terei uma tranquilidade maior de vida, para os filhos que podem vir. Realmente é um salto”, afirma.

Maioria compra para a própria moradia e prefere olhar com a imobiliária

A pesquisa da Abrainc aponta, ainda, que 50% das pessoas compram imóveis diretamente por imobiliárias e apenas 16% adquirem com proprietários. Nas capitais, 51% dos compradores optam por apartamentos, mas esse número cai para 34% quando quem efetua a compra está em cidades no interior. Além disso, 70% dos brasileiros compraram um imóvel para sua própria moradia e apenas 29% como investimentos, enquanto 1% adquire para seus filhos ou parentes.

O levantamento mostra, ainda, que 73% dos compradores levam, em média, 6 meses para finalizar o negócio com o vendedor. O sócio-diretor da Brain, Fábio Tadeu Araújo, afirma que o advento da pandemia trouxe profundas mudanças culturais e de comportamento das pessoas. Por isso, a casa própria ganhou ainda mais destaque no dia a dia.

“Esse sempre foi o desejo das famílias e ganhou ainda mais destaque no cotidiano atual, pensando, sobretudo, na qualidade de vida. Ter a casa própria, para os brasileiros, significa mais saúde, segurança, conforto e, por consequência, uma vida melhor.”, finaliza.

Alexandre Diniz

Repórter


Compartilhe essa notícia


Esse conteúdo foi útil?

Siga o Inset

Conheça o Inter

De banco digital para plataforma de serviços integrados: o Inter se reinventou e cria o que simplifica a vida das pessoas.