Cerveja e tira-gosto mais caros na capital dos botecos

Alexandre Diniz

Publicado 11/out5 min de leitura

Resumo

Belo Horizonte é conhecida pela grande oferta de bares. Para quem é frequentador, olho no preço. Quase tudo aumentou

Envato Elements
Sentar para petiscar e tomar uma cerveja em Belo Horizonte Ficou mais caro (Foto: Envato Elements)

Sair do trabalho e parar no boteco para tomar aquela cervejinha. Melhor ainda: aproveitar o feriado para perder tempo entre um tira-gosto e uma gelada. Programa preferido de milhões de pessoas em todo o país. Mais ainda em Belo Horizonte, a capital nacional dos botecos, onde o programa ficou mais ˜salgado˜para o consumidor nos últimos 3 meses.

De acordo com dados levantados entre os dias 06 e 08 de outubro pelo site de pesquisas de preços Mercado Mineiro, em 50 estabelecimentos de BH, os valores de petiscos e bebidas subiram consideravelmente. Quase tudo aumentou. As variações, claro, devem levar em conta a localização dos bares a tradição de cada um. Mas para se ter uma ideia, a porção da picanha bovina, por exemplo, subiu 3,17% o seu preço médio, que de R$ 79,80 passou para R$ 82.33.  Uma das campeãs na preferência do público, a batata frita subiu de R$ 22,18 para R$ 22,65, variação de 2,13% no preço médio. O refrigerante em lata de 350ml, por sua vez, subiu de R$ 5,29 para R$ 5,42, o que representa um aumento de 2,41% no preço médio no período.

Ainda no universo dos petiscos, vale ressaltar a enorme diferença de valor que o consumidor pode encontrar pela cidade na busca pelo mesmo petisco. Hoje, nos famosos tira-gostos oferecidos pelos bares, temos diferenças de 227% no lombo suíno na chapa, que pode custar R$ 25,90 até R$ 84,80. A porção de picanha, citada anteriormente, pode custar de R$ 51,50 até R$ 170,00, uma diferença de 230% entre estabelecimentos. A batata frita pode custar R$ 15,00 até R$ 34,90, uma diferença de 132%. Por fim, a porção de mandioca pode custar de R$ 14,90 até R$ 28,90, uma diferença de 94%.

Vale lembrar: O tamanho da porção pode justificar tanta variação de preço.

Cerveja tem grande variação de preço, mas não sofreu reajuste

A Ambev anunciou, recentemente, reajuste no preço dos rótulos produzidos pela cervejaria. No entanto, segundo o levantamento feito pelo Mercado Mineiro, os preços dela e de outras fabricantes se mantiveram estabilizados nos últimos 3 meses.

Mas se a intenção é “tomar uma gelada” pelo preço mais baixo possível na capital mineira, é necessário pesquisar bem antes. Assim como acontece com os petiscos, a diferença de valores na cidade é bem grande. Confira alguns exemplos:

- Bohemia de 600ml: pode custar R$ 8,50 até R$ 12,50, com uma diferença de 47%;

- Brahma 600ml: de R$ 8,50 até R$ 12,00, com uma diferença de 41%;

- Original de 600ml: de R$ 9,50 até R$ 14,90, com uma diferença de 56%;

- Skol de 600ml: de R$ 8,00 até R$ 12,00, uma diferença de 50%;

- Serramalte de 600ml: de R$ 10,00 até R$ 14,50, uma diferença de 45%;

- Heineken de 600ml: de R$ 12,00 até R$ 16,90, uma diferença de 40%.

Vale lembrar: Os valores divulgados pelo levantamento são aqueles divulgados no cardápio, ou seja, sem incluir os tradicionais 10% da taxa de serviço, no final da conta.

Alexandre Diniz

Repórter


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