Pequenos precisam seguir regras para não 'desaparecer' em marketplaces

Estadão Conteúdo

Publicado 01/nov3 min de leitura
Nessa guerra de gigantes do marketplace pela atenção do pequeno empreendedor, não basta se cadastrar na plataforma, tem de se preparar e partir para o ataque. Um bom desempenho prevê ter um preço competitivo em relação aos concorrentes, além de entregar os produtos no prazo correto e responder com celeridade as perguntas feitas pelos clientes, orienta Thiago Mazeto, diretor comercial e sucesso do cliente da Tray, unidade de e-commerce da Locaweb.

"Outro ponto importante está na qualidade de divulgação dos produtos, que deve ser feita com fotos e vídeos profissionais, além de descrições completas e objetivas de cada um", completa.

Na Budega Produtos do Nordeste, o despacho em 48 horas ou até antes é seguido à risca e Maria do Socorro Feliciano, dona do negócio, preza pela qualidade das fotos e descrições, mas ainda não faz divulgação do espaço que tem no Magalu.

Na Vinho 22, o investimento financeiro para aparecer nos banners de destaque do site da Amazon tem sido agressivo e o CEO Marcelo de Paula aposta em promoções: comprando pelo marketplace, o cliente ganha desconto no site próprio do negócio. Para ele, o cuidado é não deixar o parceiro ser muito representativo e manter o equilíbrio competitivo entre ambos.

Roni Magalhães, CEO da empresa de produtos para cabelo Forever Liss, afirma que as políticas de preços da companhia garantem uma competição saudável com as parceiras, como o Mercado Livre. Na empresa, é comum o primeiro contato da cliente ocorrer pelos marketplaces, e depois o contato migrar a loja própria.

"É do nosso interesse estar no marketplace porque isso fortalece a marca. Como já somos fortes, o que deixa na cara do gol é o conjunto de preço competitivo, qualidade na entrega e avaliações dos consumidores." O ponto negativo, para ele, é ainda ver muitos produtos falsificados nos marketplaces.

Para as grandes companhias, os critérios para ter uma pequena empresa na plataforma são simples: ser formalizado com CNPJ (no caso do Magalu, estar com o registro ativo há pelo menos três meses), emitir notas fiscais eletrônicas e não vender produtos que estejam na lista de "inegociáveis", como itens falsificados, de origem ilícita ou proibidos por lei.

Todas as plataformas oferecem capacitação aos vendedores parceiros para que consigam desempenhar bem e receber boa avaliação dos clientes, o que conta como fator de sucesso. César Hiraoka, diretor de marketplace do Mercado Livre, completa que a visibilidade dos anúncios dos vendedores parceiros é alavancada para aqueles que possuem boas reputações na plataforma, o que depende das práticas descritas pelo especialista da Tray.

Na hora de escolher onde se cadastrar, o Mazeto fala da diferença entre plataformas abertas ou fechadas. "Nas abertas, o empreendedor acaba se deparando com uma dependência tecnológica expressiva de profissionais especializados, o que pode se tornar um desafio para o início de operação. Já na fechada, eles contam com uma estrutura pronta, contendo as integrações necessárias e permitindo que eles apenas subam seus produtos e comecem a realizar suas vendas", diz.

Ele acrescenta ser fundamental compreender o tamanho, o desempenho e a flexibilidade oferecidos pelos marketplaces. "Cabe aos empreendedores pesquisar quantas empresas elas atendem, quais recursos oferecem, como atendem seus clientes e se oferecem integrações importantes com marketplaces e redes sociais."

Estadão Conteúdo

Agências


Compartilhe essa notícia


Esse conteúdo foi útil?

Siga o Inset

Conheça o Inter

De banco digital para plataforma de serviços integrados: o Inter se reinventou e cria o que simplifica a vida das pessoas.