Flexibilidade e extensão do Pronampe deixam MPEs otimistas com negócios

Estadão Conteúdo

Publicado 20/jun3 min de leitura
Os donos de micro e pequenas empresas seguem otimistas com o rumo dos negócios, tendo em vista a maior flexibilidade quanto à circulação de pessoas, o que abre portas para movimentar a economia. De acordo com a Sondagem Econômica das Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de confiança dos empreendedores avançou pelo quarto mês consecutivo e atingiu 98,9 pontos em maio, nível mais alto desde outubro de 2021. O incremento foi de 1,8 ponto.

A avaliação positiva foi identificada nos três setores pesquisados - comércio, serviços e indústria -, sendo que este último obteve evolução tímida e se manteve em patamar neutro. Carlos Melles, presidente do Sebrae, aponta alguns motivos para essa contínua confiança.

"O ânimo dos empresários desse segmento foi influenciado tanto pela situação atual quanto pelas expectativas de curto prazo. A não obrigatoriedade do uso das máscaras e do certificado da vacinação gera uma maior circulação das pessoas. Além disso, pesou nesse resultado também a prorrogação do Pronampe, que tem a intenção de gerar crédito para recuperação das MPE", diz.

No final de abril, o Senado aprovou a versão final de um projeto que alterava as regras do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e permitia a extensão do financiamento até 2024. A iniciativa foi lançada durante a pandemia de covid-19 para socorrer pequenos negócios afetados pela crise econômica com o fechamento dos estabelecimentos. A medida acabou tornando-se permanente em seguida.

Já a flexibilidade para circulação nas ruas e medidas de proteção contra a covid-19 começou antes em diferentes Estados. Em São Paulo, por exemplo, o uso de máscara facial deixou de ser obrigatório ao ar livre em dezembro. Em março deste ano, a medida progrediu para ambientes fechados, o que especialistas consideraram como uma decisão precoce por parte do governo estadual. As medidas mais brandas foram acompanhadas de um aumento no número de casos e mortes pelo novo coronavírus, somada à queda no ritmo da vacinação.

Confiança nos negócios

O melhor desempenho nas vendas de maio, principalmente no comércio, também contribuiu para a boa perspectiva do empresariado. O setor foi impulsionado pelos segmentos de veículos, motos e peças e, no geral, ficou com um índice de 91,4 pontos. No ramo de serviços o índice teve um incremento pelo terceiro mês consecutivo, puxado principalmente por transporte. Já a indústria se manteve em patamar neutro ao subir 0,3 ponto.

Melles indica que o recém-lançado programa do governo federal, batizado de Crédito Brasil Empreendedor, deve impulsionar a confiança dos pequenos empreendedores nos próximos meses. O pacote de crédito tem o objetivo de renovar em R$ 87 bilhões as linhas de empréstimos para microempreendedores individuais (MEIs), micro, pequenas e médias empresas.

"Mesmo com esse cenário de melhora no ânimo por parte das empresas, a parcimônia tem sempre que prevalecer, já que ainda enfrentamos problemas conjunturais, como a escassez de insumos, prognósticos de alta de inflação e taxas de juros", destaca o presidente do Sebrae.

Estadão Conteúdo

Agências


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