Conheça as cinco melhores empresas para pais e mães no Brasil

Letícia Almeida

Publicado 24/dez4 min de leitura

Resumo

Reconhecimento é feito pelo ranking Melhores Empresas na Atenção à Primeira Infância; na terceira edição da premiação, companhias do segmento de farmácia e tecnologia se destacaram

Em setembro deste ano, o gerente de Small Business do Inter, Bruno Leandro Carvalho, tornou-se pai. Manuela e Davi, irmãos gêmeos, nasceram no dia 26 e, desde a descoberta da vinda dos filhos até o nascimento, o suporte que recebeu da empresa em que trabalha fez toda a diferença. Entre os benefícios, ele contou com a isenção total da coparticipação no plano de saúde em todas as consultas e exames médicos.

"O apoio da empresa em todas as etapas da nossa gestação foi sensacional. Me sinto abraçado ao longo da minha paternidade em todos os aspectos", conta. Embora sejam essenciais para o bem-estar de profissionais que são mães e pais, a oferta de auxílios como esse ainda não é uma realidade na maioria das companhias. Para estimular o engajamento nesta causa, desde 2019 a consultoria GPTW (Great Place to Work) desenvolve o ranking Melhores Empresas na Atenção à Primeira Infância, que mede o quão amigáveis as instituições são nesse quesito.

Neste ano, na terceira edição da premiação, destacaram-se companhias do segmento de farmácia e de tecnologia. Em ordem de classificação, as melhores empresas para pais e mães no Brasil são: Takeda Distribuidora (companhia farmacêutica), Cisco (companhia de TI (Tecnologia da Informação), Accenture do Brasil (empresa de soluções digitais), Eurofarma Laboratórios S/A (companhia farmacêutica) e IBM Brasil (empresa da área de informática).

As cinco vencedoras apresentaram sala de lactação permanente e dedicada exclusivamente para este uso, licença para cuidar de uma criança ou um parente que está doente e licença maternidade e paternidade a famílias homoafetivas. A média de licença maternidade oferecida por elas é de seis meses e, enquanto são oferecidos 26 dias de licença paternidade. 40% das ganhadoras também proporcionam creches ou berçários para filhos de funcionários no local de trabalho ou nas proximidades.

O CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, fundação parceira da GPTW no desenvolvimento do ranking, Mariana Luz, defende que garantir um ambiente de apoio às famílias com crianças, com acolhimento às necessidades desse período ajuda a construir uma sociedade mais justa e responsável, com ganhos não só para os empregados, mas também para as organizações.

"As empresas têm o papel de contribuir para essa mudança de cultura, que beneficiaria as crianças, por terem seus pais mais perto, as mulheres, por não terem todo o peso em cima delas, e os homens, por poderem participar do desenvolvimento de seus filhos. E, claro, as empresas, veem aumentar a satisfação, o engajamento e a produtividade de seus funcionários, defende a executiva", frisa a CEO.

Neste ano, 84 empresas se candidataram no ranking. Para participar, elas precisam seguir alguns critérios, como ter no mínimo 30 funcionários e ter sido certificada pelo GPTW no último ano.

Na Takeda, contemplada na premiação pela terceira vez consecutiva e líder do ranking em 2021, um dos diferenciais é o programa Bico da Cegonha, lançado em 2010, que prepara papais e mamães para a chegada do bebê. O projeto oferece suporte de especialistas com palestras sobre a gestação, esclarecimento de dúvidas gerais sobre saúde e atividade física, entre outros assuntos.

"Estamos sempre nos atualizando e trazendo inovações para oferecer o melhor ambiente possível aos funcionários da Takeda, sobretudo, ouvindo a equipe para garantir que os benefícios oferecidos façam sentido para eles", explica Eliane Pereira, diretora executiva de Recursos Humanos da Takeda no Brasil. 

Número de empresas que oferecem auxílios cresceu 

Além de reconhecer as melhores instituições para mães e pais, o GPTW também levantou uma evolução das boas práticas para a primeira infância nas 110 melhores empresas para se trabalhar. Em relação ao ano passado, cresceu o número de empresas que oferecem benefícios voltados às crianças.

Passou de 42% para 52% o índice de empresas que oferece licença paternidade estendida (20 dias ou mais), 36% para 41% a quantidade de inscritos que tinham sala lactação. O índice de instituições que oferece creches ou berçários para filhos de funcionários cresceu em apenas um ponto percentual, saindo de 16% para 17%. Entre todas, há um consenso: a licença maternidade e paternidade para famílias homoafetivas.

Letícia Almeida

Repórter


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